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Sem paralisações no transporte, greve geral marcada para esta sexta tem baixa adesão

Mobilização de hoje deve ser menor que a de abril. Foto: ArquivoO aceno do presidente Michel Temer de manutenção da contribuição sindical e a possibilidade de aplicação de multa a sindicatos do setor de transporte esvaziou a greve geral convocada pelas centrais para hoje (30) em todo o país, em protesto con­tra as reformas trabalhista e da Previdência.

Não por acaso, as centrais desistiram de chamar a mobilização de greve geral e passaram a se referir aos eventos como dia de protestos.

Na Capital, os funcionários do Metrô decidiram em assembleia realizada on­tem à noite pela não paralisação dos serviços, decisão idêntica à tomada pelos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Me­tropolitanos (CPTM). Os ônibus também vão circular normalmente.

Contribuiu para o esva­ziamento a liminar conce­dida ontem pela Justiça de São Paulo a pedido do governo do Estado, a qual impede a greve de funcionários da CPTM e do Metrô e determina o pagamento de multa diária de R$ 1 milhão a cada sindicato que descumprir a determinação.

No ABC, o sindicato que representa os motoristas e cobradores da região (Sintetra) também informou que não vai aderir ao movimento.

Porém, outras categorias, como bancários, petroleiros e professores, confirmaram adesão à mobilização. Como é final de semestre, são poucos os professores com alunos na sala de aula.

A intervenção do governo federal também pesou. Na semana passada, dirigentes da Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) foram chamados para reunião com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Ficou acertada uma audiência com o presidente.

Nogueira teria acenado com a possibilidade de manutenção da contribuição sindical, fonte de sobrevivência de algumas centrais, ou sua substituição por outro mecanismo de financiamento.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) não se opõe à suspensão da contribuição, enquanto a Força Sindical reivindica sua manutenção.

Além disso, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SDD-SP), emplacou o novo secretário-executivo do ministério. Trata-se de Cícero Firmino da Silva, o Martinha (SDD), que preside o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá.

Atos separados

CUT e Força Sindical farão manifestações separadas na Capital.

A CUT programou para as 16h ato em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). De lá, os manifestantes devem seguir para a prefeitura – a pauta de protestos inclui também as privatizações promovidas pelo prefeito João Dória (PSDB). O ato organizado pela Força Sindical, por sua vez, ocorre às 11h na rua Martins Fontes, no Centro.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC vai promover ato diante da própria sede, em São Bernardo, às 9h. Na sequência, os dirigentes seguirão para a manifestação programada para o Masp.

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