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Um ensino mais sedutor

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – proposta de unificação da grade curricular nas escolas em todo o país – já está em sua terceira versão, analisada atualmente pelo . É um documento de suma importância, que vai servir de parâmetro para as 200 mil escolas do ensino privado e público nos próximos anos. Repensar a educação brasileira, tornando-a mais eficaz, mais próxima dos interesses dos jovens, aproximando-os do mundo do trabalho, deve ser o norte a ser seguido. Sugestões não faltam. Segundo o Ministério da Educação (MEC), durante as consultas públicas, mais de 12 milhões de propostas foram encaminhadas, com a intensa participação de professores e profissionais de educação.

Para o secretário de Educação do Estado de São Paulo, José Renato Nalini, a maior fragilidade no setor está no ensino médio, já que a escola não consegue prender a atenção de seus alunos. Quando pesquisas apontam que 90,7% dos jovens não sabem o esperado em matemática no final do ensino médio, vê-se urgência nas reformas. Existe a necessidade de um ensino atraente e sedutor, que iniba a evasão escolar, com aulas mais interativas para eliminar de vez os problemas que alimentam o crescimento da geração nem-nem (que nem trabalha nem estuda).

O quadro atual da grade curricular é pouco atrativo com suas 13 disciplinas obrigatórias distribuídas nos três anos do ensino médio. Elas não conseguem abarcar as carências da formação dos jovens, principalmente no tocando à prática do trabalho. Com a proposta do novo ensino médio, os estudantes poderão escolher suas áreas de atuação, incluindo a opção de um ensino técnico-profissionalizante.

Com a experiência de 53 anos na inserção de jovens no mercado de trabalho, o CIEE entende a relevância do tema. Por isso propôs a realização de um seminário, no qual especialistas analisaram as principais propostas, e o público pôde entender melhor o que pensam governo do estado, o MEC e o Conselho Nacional de Educação. Sem dúvida, um serviço importante de quem acredita que a educação é a base que molda a sociedade, pois viabiliza o percurso para que o cidadão se torne protagonista de sua própria história.

Luiz Gonzaga Bertelli

Presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

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