Diadema, Política-ABC, Sua região

Com maioria, Lauro deve aprovar PPP, ouvidor e outros projetos

Com o PPS e o DEM retornando à base, os governistas passam a somar 14 votos. Foto: ArquivoApós seis meses de muita dificuldade na Câmara, o prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), começa a respirar aliviado. Com o PPS retornando à base – o presidente municipal reassume a Secretaria de Transportes nos próximos dias – e o DEM acertando os últimos detalhes para ocupar a Secretaria de Esportes, os governistas passam a somar 14 votos. Ainda não há consenso sobre quem deve assumir o cargo, se o ex-secretário de Cultura e presidente do PEN, Paulinho Correria, ou o ex-técnico do Esporte Clube Água Santa Marcio Ribeiro.

A coligação formada por DEM, PPS e PEN, que apoiou a reeleição de Michels, elegeu cinco vereadores, que migraram para a oposição pouco depois da posse. Nestes seis meses, o governo viu diversos projetos importantes serem rejeitados, como a indicação de um ouvidor para a Secretaria de Defesa, alteração no Fundo Municipal Funerário e convênio par ao programa Viva Leite, do governo do estado.

A indicação do ouvidor volta à ordem do dia na sessão de hoje (29) e deve ser aprovada. Foi combinado entre os parlamentes que o indicado, Elton Carlos de Oliveira Cândido, será endossado. “Não haverá sabatina durante a sessão. Os vereadores poderão conversar com ele na reunião da manhã e o entendimento é que a indicação será aprovada” explicou o presidente da Casa, Marcos Michels (PSB).

Falando em nome do governo, Michels relatou que agora, contando com maioria, o governo deve enviar ao Legislativo o projeto que autoriza a prefeitura a se desligar do Consórcio Intermunicipal do ABC, além de colocar em votação a propositura que institui Parceria Público-Privada para modernização da iluminação da cidade. A reforma administrativa deve ficar para o segundo semestre.

Agora falando apenas como parlamentar do PT e não mais líder do antigo bloco de oposição, o G12, Josemundo Dario Queiroz, o Josa, relatou que o projeto de sua autoria e que muda a lei que regulamenta as PPPs (possibilitando que os vereadores sugiram emendas ao contrato e ao edital de futuras parcerias) que também está na ordem do dia, só seguirá para votação se houver acordo. “Do contrário, retiro. Não vou desperdiçar um bom projeto como esse. Se tem uma coisa que aprendi na política é que o mundo dá voltas e uma situação que não está favorável hoje pode estar amanhã”, pontuou.

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