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Cotados a candidatos do PT em Diadema não demonstram querer abrir mão da disputa

Filippi: “O PT tem condições de recuperar o terreno perdido no passado”; Lacerda: “a bancada montou seu projeto e eu faço parte disso”. Foto: ArquivoAo que tudo indica, o PT de Diadema deve enfrentar, até o ano que vem, nova disputa para escolha de candidatos à eleição de 2018. A exemplo do que houve em 2015, quando o diretório chegou a marcar as prévias – canceladas na última hora com a definição do ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, como candidato a prefeito – a decisão sobre quem vai concorrer a deputado federal também não será simples.

Os dois candidatos que se apresentam, o vereador Ronaldo Lacerda e o ex-prefeito da cidade José de Filippi Junior, contam com apoio de alas distintas do partido e nenhum dos dois demonstra intenção de desistir. Incentivado pela boa votação nas eleições de 2012, quando foi segundo mais votado, e em 2016, ficando em primeiro, Lacerda se apoiou na recusa de Filippi para disputar a prefeitura no ano passado a fim de fortalecer seu nome.

“Há alguns anos, o Filippi praticamente se aposentou. Não sou em quem está falando isso. Todo mundo sabe. Com isso, grupos montaram projetos para 2018, para 2020, a bancada montou seu projeto, que começou com o Maninho candidato a prefeito e eu faço parte disso”, argumentou.

“Passamos muitas dificuldades por conta de lideranças que se afastaram. Temos hoje diálogo com a população e com as forças que nos apoiam. Sou candidato e precisamos definir esse nome ainda este ano, para não cometermos o mesmo erro que houve na campanha do Maninho”, afirmou.

Filippi também confirma sua disposição em participar do pleito. “Estou muito mais animado agora. Senti andando pela cidade, conversando com lideranças, vereadores e ex-vereadores, que a gente deveria ter em

Diadema um nome a federal. Então, estou considerando de fato essa possibilidade”, declarou. “O PT tem condições de avaliar e escolher um nome que possa recuperar o terreno que perdemos no passado.”

O ex-prefeito avalia que a demora em escolher o candidato a prefeito em 2015 não tenha sido um fator determinante para o resultado negativo em 2016, quando Maninho ficou em terceiro lugar. “Influenciou, mas o PT sofreu um ataque maciço. Evidentemente que teve problemas, erros nossos, mas teve erros muito parecidos e de menor intensidade em outros partidos”, pontuou. “Isso foi mais importante do que a questão da demora na escolha”, finalizou.

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