Diadema, Política-ABC

Após 22 anos, executiva estadual do PT terá representante de Diadema

Maninho: “a cidade é importante no âmbito do Estado para o PT”. Foto: Arquivo O ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, foi integrado à executiva estadual do PT na última semana. Desde 1995 a cidade não tinha um dirigente em âmbito estadual. “Foi um descuido. A cidade é importante no âmbito do Estado para o PT, a primeira cidade a ter um prefeito petista no Brasil. Não justifica ficar todo esse período sem um dirigente na Executiva”, afirmou Maninho.

Em Diadema, o PT discute o nome que deve ser candidato a deputado federal em 2018. Estão colocados, até o momento, o vereador Ronaldo Lacerda e o ex-prefeito José de Filippi. Maninho adotou tom democrático para comentar o assunto. “Os dois são candidatos que têm condições legítimas de pleitear as candidaturas. Estamos dialogando para ver se encontramos uma saída. Se sair um, fica mais fácil. Do contrário, os dois serão legítimos candidatos em 2018.”

Maninho recorda que em 2015 a indefinição do diretório municipal em indicar o candidato ao Paço causou apreensão entre os militantes. “O ideal é o partido ter planejamento para as grandes lideranças, para várias funções e um em longo prazo, a fim de não acontecer exatamente o que aconteceu comigo quando fui candidato, que se tirou em cima da hora, causando enorme prejuízo à candidatura”, afirmou.

Favoritismo

Extraoficialmente, a ida de Maninho para a executiva estadual favorece a indicação de Filippi. Maninho está trabalhando com o deputado estadual Teonílio Barba, que tem predileção com uma dobrada com o ex-prefeito. Além de Maninho, também apoia a indicação de Filippi o vereador Josemundo Dario Queiroz, o Josa.
Lacerda, por sua vez, conta com o apoio do vereador Orlando Vitoriano e da ex-vereadora Lilian Cabrera, além do deputado estadual Luiz Fernando Teixeira. A possível eleição de Lacerda traria à Câmara o ex-vereador José Antonio da Silva, primeiro suplente petista.

Parlamentares, ex-vereadores e outros representantes do partido estiveram reunidos na última terça-feira (20) para debater a questão. O presidente municipal do PT, Adi dos Santos Silva, destacou que a escolha de quem vai disputar uma cadeira na Assembleia não foi o único assunto do encontro. “Debatemos a agenda do partido para os próximos três meses. Nosso foco principal agora é reorganizar o partido, os núcleos, os coletivos”, afirmou.

“Existe também a discussão em torno de 2018, mas ela está sendo feita com muito cuidado. Não temos uma definição, temos tempo para isso e no momento adequado o diretório vai indicar o companheiro ou a companheira que vai nos representar”, concluiu.

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