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Presidente do Conselho de Ética arquiva pedido de cassação de Aécio

Souza afirmou que indeferiu o pedido por falta de provas. Foto: Agência SenadoO presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), arquivou nesta sexta-feira (23) o pedido de cassação do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG). “Indeferi por falta de provas”, disse o peemedebista por meio da assessoria de imprensa.

O pedido de cassação foi protocolado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) em maio, logo depois de o tucano ter sido afastado por decisão da Justiça das funções parlamentares, como consequência da delação do empresário Joesley Batista, do grupo JBS.

Aécio foi gravado por Joesley em março, quando foi flagrado pedindo dinheiro ao empresário e falando em tentativas para travar as investigações da Lava Jato.
No documento de 16 páginas, o presidente do colegiado disse não ter encontrado provas de que Aécio cometeu ilegalidades. João Alberto diz ainda que a representação apresentada por Randolfe tem como base apenas a delação do grupo JBS.

“É temerário, portanto, permitir que meras notícias de jornal possam justificar a instauração de processos de tamanha gravidade, em verdadeiro aparelhamento do Poder Judiciário e também das Casas Legislativas”, escreveu.

O senador saiu em defesa também sobre a irmã de Aécio, Andrea Neves, que cumpre prisão domiciliar. Afirma que não há qualquer gravação que mostre conversa entre ela e Joesley. “Fica claro e evidente que a irmã do representado não pediu propina ao empresário, mas sim o procurou para tentar vender um apartamento da família”, afirmou.

João Alberto usa sua decisão para atacar o Ministério Público Federal ao dizer que as acusações que pesam contra Aécio foram feitas por pessoas que tinham a intenção de obter “inéditos benefícios em acordo com o MPF”. Por fim, diz que a decisão de arquivar a representação contra o tucano por quebra de ética e decoro parlamentar, “não se dá por questões corporativas, mas sim porque o mandato consubstancia um poder outorgado diretamente pelo povo”, escreveu.

Em nota, a defesa de Aécio Neves diz que “reitera a absoluta correção de sua conduta e reafirma que as afirmações feitas por criminosos confessos, em busca dos benefícios de uma delação, não devem ser tratadas como prova”.

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