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STF coloca irmã e primo de Aécio em prisão domiciliar e adia decisão sobre senador

Para ministros, como os investigados não possuem antecedentes, a prisão domiciliar seria suficiente. Foto:  Lula Marques/AGPTOs ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) determinaram nesta terça (20) que a irmã e o primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG) fiquem em prisão domiciliar. A decisão sobre um novo pedido de prisão contra Aécio foi adiada. Por 3 votos a 2, os magistrados decidiram que Andrea Neves e Frederico Pacheco, além de Mendherson Souza, assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), devem cumprir medidas cautelares alternativas à detenção.

A Primeira Turma é composta por cinco magistrados. Marco Aurélio, relator do caso, Alexandre de Moraes e Luiz Fux votaram pelas medidas cautelares. Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, pela manutenção das prisões.

As decisões foram tomadas durante julgamento de pedido de liberdade de Mendherson. Voto decisivo, Luiz Fux disse que era preciso “fazer justiça”, mas que o autor principal dos atos -Aécio Neves- “está solto”.

Fux afirmou que sua principal preocupação era com a ingerência de Mendherson sobre a investigação, mas que era possível substituir a prisão por medidas como vetar contato com outros investigados, entregar passaporte, usar tornozeleira eletrônica e ficar em prisão domiciliar. Os ministros estenderam a decisão a Andrea Neves e Frederico Pachedo, que também estão presos preventivamente desde 18 de maio.

Segundo os ministros, co­mo os investigados não possuem antecedentes criminais e tampouco apresentam risco de fuga, a prisão domiciliar seria suficiente. Barroso adotou posição contrária à da maioria dos ministros.

“Não há nenhuma dúvida quanto à materialidade e quanto à autoria, e não há dúvida de que o agravante [Mendherson] participou ativamente tanto do recebimento como da lavagem do dinheiro”, disse. “Todo o mundo viu o recebimento do dinheiro”, acrescentou Barroso, em referência às filmagens feitas pela PF.
Aécio Neves

No começo da tarde, a defesa de Aécio pediu para que o caso do senador fosse julgado pelo plenário do STF, e não pela turma. O relator do caso, Marco Aurélio, disse que não analisou o pedido e, por isso, decidiu adiar o julgamento. Não há data para retomá-lo.

Aécio foi gravado secretamente pelo empresário Joesley Batista, da JBS, pedindo R$ 2 milhões para pagar um advogado para defendê-lo na Lava Jato. A PF filmou o pagamento de uma parcela.

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