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Gilmar Mendes defende ‘limites’ sobre investigações da Lava Jato

Mendes criticou a investigação contra os ministros do STJ Francisco Falcão e Marcelo Navarro por obstrução da Justiça. Foto: Arquivo O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, defendeu nesta segunda-feira (19) “limites” a investigações com propósitos de “colocar medo nas pessoas, desacreditá-las”.

Citando a Lava Jato, afirmou que as apurações de promotores e procuradores se expandiram demais e que é preciso criticar os “abusos”. “Investigação sim, abuso não”, afirmou. “Não se combate o crime cometendo crimes”, completou o ministro.

As declarações, dadas durante uma palestra a empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) de Pernambuco, causaram reação. O subprocurador-geral da República, Nicolao Dino, disse que as críticas de Mendes são “um desserviço à República”.

“É preciso rebater e repelir veementemente a fala de Gilmar. O MP tem atuado de forma muito correta. Difamações como essa não contribuem para a estabilidade institucional”, afirmou.

Mendes criticou a investigação contra os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Francisco Falcão e Marcelo Navarro por obstrução da Justiça.

Segundo Mendes, as apurações têm como objetivos “constrangê-los, constranger o tribunal e constranger a magistratura. “Expandiu-se demais a investigação, além dos limites”, afirmou. “Abriu-se inquérito para investigar o que já estava explicado de plano. Qual é o objetivo? É colocar medo nas pessoas. É desacreditá-las. É aí que as investigações precisam ser questionadas”, disse.

Segundo Dino, Gilmar tenta desqualificar o trabalho do Ministério Público Federal e afirmou que a ampliação das investigações não deveria ser vista como um problema.

Lava Jato

Gilmar Mendes chegou a falar de uma “importante conquista” da Lava Jato e que entendia que o combate à corrupção tenha se tornado “programa monotemático” para procuradores e promotores. Porém, em seguida partiu para duras críticas. “As investigações começaram a abordar até situações de mera irregularidade.

Consciente ou inconscientemente, o que se passou a querer era mostrar que não havia salvação no sistema político”, disse, citando a criminalização sobre caixa 2.

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