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Setor automotivo puxa exportações da região, que crescem 13% neste ano

VW registrou aumento de 63% no envio de veículos ao exterior de janeiro a maio ante igual intervalo de 2016. Foto: Divulgação/VWA retomada dos embarques de automóveis e caminhões deu impulso às exportações do ABC. Nos cinco primeiros meses deste ano, os sete municí­pios embarcaram US$ 2,06 bi­­lhões, montante 12,95% su­perior ao US$ 1,82 bilhão enviado no mesmo período do ano passado, segundo dados do Minis­tério da Indústria, Co­mér­cio Exterior e Serviços.

Somente em maio, as vendas externas do ABC somaram US$ 502,7 milhões, montante 25% superior ao obtido no mesmo mês do ano passado (US$ 402,2 milhões) e resultado mais expressivo desde o de julho de 2015 (US$ 538 milhões).

Entre janeiro e maio, as receitas obtidas com a venda de veículos ao exterior somaram US$ 924,5 milhões, o que equivale a quase 45% do total comercializado pela região com outros países.

Principal pauta exportadora da região, as receitas com o embarque de automóveis e comerciais leves e pesados oriundas de São Caetano (GM) e São Bernardo (Volks, Ford, Mercedes-Benz e Scania) cresceram 23,2% no acumulado do ano até maio.

O aumento reflete acordos comerciais recentemente fechados ou revisados – o mais recente com a Colômbia, em abril – e o esforço das montadoras para compensar o mercado interno fraco e reduzir a ociosidade, na casa de 70%.

Um exemplo é a VW, que registrou aumento de 63% no envio de veículos ao exterior de janeiro a maio ante igual intervalo de 2016. Com 71 mil unidades, respondeu sozinha por quase um quarto dos 307,6 mil veículos exportados pelo se­tor automotivo brasileiro no mesmo período.

Outra montadora da região que se beneficiou foi a Scania. No mês passado, a empresa anunciou a abertura de 500 vagas de emprego com o objetivo de reforçar a produção para atender ao mercado externo, que atualmente representa 70% dos veículos fabricados pela unidade, ante 30% em 2014.

“As exportações são uma válvula de escape para as indústrias do ABC, principalmente para os fabricantes de automóveis e autopeças, em meio a um mercado interno que ainda dá sinais muito tímidos de recuperação”, comentou Ricardo Balistiero, mestre em Economia e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

Entre os bens interme­diários, os embarques de autopeças produzidas nos sete municípios avançaram 6,4%, para US$ 506,1 milhões, no acumulado janeiro-maio, en­quanto o envio de insumos industriais (usados na fabricação de outros produtos) caiu 11,6%, para US$ 313,8 milhões, no mesmo período.

Dois dos sete municípios aumentaram os em­barques nos cinco primeiros meses deste ano. Em São Bernardo houve crescimento de 20%, para US$ 1,5 bilhão – a cidade responde por 73% das exportações do ABC. Em Diadema, a alta chegou a 45%, para US$ 113,1 milhões – graças, principalmente, ao avanço de 150% nas vendas externas de máquinas e equipamentos.

Ao direcionar o foco pa­ra mercados além-fronteiras, o parque fabril da região ganha fôlego enquanto espera pela retomada da demanda doméstica. “O perfil industrial torna mais difícil a recuperação do ABC. Porém, as exportações de veículos podem ser uma saí­da, pelo efeito multiplicador que o setor automotivo tem sobre os demais”, disse o economista Jaime Vasconcellos, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Importações

As compras internas tam­bém cresceram no ABC entre janeiro e maio. Houve alta de 12,2% ante o mesmo período de 2016, para US$ 1,5 bilhão. Assim, a balança comercial da região teve superávit (exportações superiores a importações) de US$ 600 milhões.

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