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Puxada pelas exportações, produção de veículos cresce 23,4% neste ano

Puxada pelas exportações, a produção de veículos no país cresceu 23,4% nos primeiros cinco meses deste ano em comparação ao mesmo período de 2016. De janeiro a maio foram fabricados 1,04 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, informou ontem (6) a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Au­to­motores (Anfavea), que re­presenta as montadoras.

Apenas em maio 237,1 mil unidades deixaram as linhas de montagem, alta de 25,1% contra as 189,5 mil de abril e de 33,8% ante as 177,2 mil do mesmo mês de 2016.

As exportações foram o destino de quase um terço do total fabricado no mês passado. O embarque de veículos montados cresceu 51% em maio ante o mesmo mês de 2016, para 73,4 mil unidades. No acumulado dos primeiros cinco meses, a expansão foi de 61,8%, para 307 mil unidades.

O número de carros exportados em maio foi o maior da série histórica da Anfavea. “Superou nossas expectativas. Entretanto, mesmo com o crescimento, que tem reflexo positivo na produção, o nível de ociosidade (nas fábricas) ainda está próximo dos 80%. O mercado de exportação é insuficiente para superar a fragilidade do mercado interno”, avaliou o presidente da entidade, Antônio Megale. Os principais destinos são Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia.

Com resultados bem mais modestos, o licenciamento de veículos novos em maio registrou 195,6 mil unidades, o que significa crescimento de 24,6% ante as 156,9 mil de abril e de 16,8% contra as 167,5 mil de maio do ano passado. No acumulado do ano, as vendas cresceram 1,6%, para 824,5 mil unidades.

Megale destacou que é a primeira vez, desde o primeiro bimestre de 2014, que o acumulado do ano fica positivo sobre o ano anterior. “Ainda precisamos aguardar o desempenho dos próximos meses, mas a sinalização é de que estamos de fato consolidando a estabilidade”, disse.

O presidente da Anfavea destacou a importância da aprovação das reformas para a retomada da atividade econômica. “Se as reformas propostas pelo governo forem aprovadas, o próximo passo é voltar a crescer”, previu.

“Estamos na expectativa das reformas, do julgamento (da chapa Dilma-Temer) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Continuamos com nosso apoio claro às reformas e entendemos que, principalmente, a reforma trabalhista tem de acontecer no curto prazo”, disse Megale.

Pesados

As vendas de caminhões novos ainda permanecem em baixa no acumulado do ano, segundo a Anfavea. De janeiro a maio foram negociadas 17,2 mil unidades, o que representa queda de 19,4% ante o mesmo perío­do do ano passado. A produção, por sua vez, somou 29,2 mil unidades, o que significa alta de 13,9% na mesma comparação.

As vendas de ônibus encerraram os cinco primeiros meses deste ano com 3,6 mil unidades, baixa de 22,5% contra igual período do ano passado. No caso da produção, saíram das linhas de montagem 7,7 mil unidades, crescimento de 4,3% na mesma comparação.

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