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Prefeitos da região propõem alternativa para o metrô do ABC

Prefeitos vão aguardar resposta do Estado até novembro. Foto: DivulgaçãoOs prefeitos do ABC decidiram, nesta terça-feira (6), apresentar ao governo do Estado alternativa à Linha 18-Bronze do Metrô, com o objetivo de viabilizar a nova ligação da região à Capital. A proposta prevê a substituição do projeto do monotrilho pelo BRT (Transporte Rápido por Ônibus, na sigla em inglês), corredor de ônibus de maior capacidade e velocidade, com elevações para que a linha não sofra interrupções dos semáforos durante o trajeto.

“Estudos comprovam que um BRT no trecho poderia ser mais barato, com a mesma capacidade de transporte e tempo de percurso apenas sete minutos maior. O prazo foi aditado por mais 180 dias, já é o terceiro aditamento, e percebemos que a sociedade clama por um novo modal. Assim, o Consórcio está oferecendo, então por autorização e deliberação, que o governo do Estado submeta uma nova proposta”, destacou presidente do Consórcio e prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB). “O corredor seria o mesmo, unindo São Bernardo, Santo André e São Caetano à Capital”, completou.

Em 2014, o governo do Estado assinou o contrato da PPP (Parceria Pública-Privada), com previsão de início das obras da Linha -18 para o segundo semestre do mesmo ano. Porém, o contrato já foi aditado três vezes.
Em 2014, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) previa concluir as obras até 2018. Depois, o prazo foi prorrogado para 2020. Em dezembro de 2016, Alckmin chegou a dizer que esperava que em janeiro deste ano o projeto do monotrilho destravasse. Porém, não houve avanços.

A Linha 18-Bronze prevê investimentos de R$ 4,26 bilhões e está projetada para ter 13 estações, ligando a Tamanduateí (Linha 2-verde), em São Paulo, até o Centro de São Bernardo (parada Djalma Dutra), passando por São Caetano e Santo André, totalizando 15,7 quilômetros.

Os prefeitos informaram ao subsecretário de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita, representante do governo estadual no Consórcio, que vão aguardar a resposta sobre a possibilidade de alteração do projeto até o final do prazo do atual aditamento, que se encerra em novembro.

Segundo Morando, apesar da retração econômica, a população do ABC espera por uma alternativa ao modelo previsto anteriormente. “Não dá para a gente continuar justificando que, por fatores financeiros, a obra não será iniciada”, disse.

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