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Prefeitura de Mauá paga abono no lugar de reajuste a servidores

Lobo:  “esse governo, me parece, não está ainda muito maduro”. Foto: ArquivoA Câmara de Mauá vota hoje (6), em segunda análise, pagamento de abono salarial no valor de R$ 150 para todos os servidores públicos, do Legislativo e do Executivo, incluindo comissionados. O acordo foi firmado pelo Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos (Sindiserv) de Mauá e o prefeito Atila Jacomussi (PSB).
O presidente do Sindiserv, Jesomar Alves Lobo, argumentou que o pagamento do abono ficou mais vantajoso do que a reposição da inflação do período, especialmente para os trabalhadores que ganham o piso salarial (R$ 1.420).

“Mais de 500 servidores participaram da assembleia que definiu pelo pagamento do abono. Houve alguns funcionários que preferiam a inflação. O índice de 4,62%, que era o que estávamos usando, era mais vantajoso apenas para quem ganha acima de R$ 4,5 mil”, justificou.

Além do abono, que será pago mensalmente a todos os funcionários e será incorporado ao salário em duas vezes em 2018, sendo metade no mês de abril e metade no mês de outubro, também houve aumento no vale alimentação, que passa para o valor de R$ 17 até a aprovação do projeto – será preciso envio de outra propositura para esse aumento – e passará ao valor total de R$ 340 ao mês depois da aprovação do projeto.

“Esse governo, me parece, não está ainda muito maduro. Tanto que o aumento do vale alimentação deveria ter sido enviado junto com o abono, mas por um erro deles, vamos esperar mais um pouco”, criticou o sindicalista.

Consórcio

A Câmara de Mauá vota hoje, também em segunda votação, acordo de parcelamento da dívida do município com o Consórcio Intermunicipal do ABC. A dívida de R$ 2,564 milhões será parcelada em 72 vezes. O débito é referente ao rateio feito entre as cidades dos anos de 2015 e 2016. A primeira parcela vence em 25 de junho de 2017 e a última em 25 de maio de 2023, todas no valor de R$ 35,6 mil.

O Consórcio foi informado em março pelo prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), que o município vai se desligar da entidade. O chefe do Executivo diademense alega que o município não tem condições de pagar o passivo que também acumula com a entidade (cerca de R$ 8,2 milhões). Diadema e o colegiado ainda debatem o assunto.

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