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Produção industrial repete PIB e sobe 0,6% em abril impulsionada pelas exportações

Os desempenho da produção industrial em abril indica que a economia brasileira iniciou o segundo trimestre em um cenário parecido com o que fechou o primeiro, com exportações e agrone­gócio compensando a retração no consumo interno.

Em abril, o setor fabril cresceu 0,6%, primeiro resultado positivo do ano e maior taxa para o mês desde 2013. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, houve queda de 4,5%.

Os dados indicam que o consumo interno ainda não começou a reagir à crise. O resultado foi divulgado um dia após o anúncio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de que a economia cresceu 1% no primeiro trimestre, impulsionada principalmente pelas exportações.

“Foi uma alta modesta, que não devolve as perdas acumuladas durante o ano”, disse Tabi Thuler Santos, da Fundação Getulio Vargas (FGV). De janeiro a abril deste ano, a produção industrial ainda acumula queda de 0,7%.

A alta em abril foi puxada pela produção de bens de capital (1,5%), que inclui a fabricação de máquinas e equipamentos para investimentos, e de bens intermediários (2,1%), que são manufaturados para a produção de outros bens.

No primeiro caso, destaca Tabi, ainda há grande peso de máquinas agrícolas, setor que impulsionou a economia no primeiro trimestre. Com a supersafra de grãos, a agropecuária cresceu 13,4% nos primeiros três meses do ano.

A categoria de bens de consumo, por sua vez, teve queda de 0,4% em abril. É nela que se enquadra a produção de bens comprados em lojas ou supermercados. O resultado só não foi pior porque a produção de automóveis para exportação cresceu, repetindo o cenário mostrado pelo Produto Interno Bruto (PIB).

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