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Apesar de entrave jurídico, Morando insiste em reduzir o próprio salário

Morando: “nosso trabalho vem por zelar e respeitar o dinheiro de cada cidadão”. Foto: ArquivoO prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), confirmou, esta semana, que vai insistir em conseguir a redução seu próprio salário, após a Câmara apontar que a iniciativa não poderia ser validada, por conta de entraves jurídicos.

No mês passado, Morando enviou ao Legislativo pedido a fim de que o salário seja reduzido para R$ 25.604,69, anulando o acréscimo de 20% que foi incorporado pelo seu antecessor, Luiz Marinho (PT), que coloca a quantia em R$ 30.625,77, um dos maiores do país. No texto enviado à Câmara, detalha que a medida é retroativa, ou seja, os valores adicionais que foram concedidos, de janeiro até o maio, serão devolvidos aos cofres do tesouro municipal.

Contudo, a Câmara, que precisa dar o aval para o prefeito diminuir seu vencimento, alegou que a proposta fere a Emenda Constitucional 41/2003, que determina o subsídio mensal do prefeito como o teto de vencimentos do funcionalismo.

Diante da situação, Morando solicitou para a Secretaria de Administração do Paço e a Procuradoria-Geral do Município buscar os critérios legais para firmar de vez a redução do próprio salário.
“Reafirmo minha vontade e empenho em não querer os pagamentos com o teto que foi estabelecido pelo meu antecessor. O nosso trabalho vem por zelar e respeitar o dinheiro de cada cidadão de São Bernardo. Temos muito a fazer ainda, mas diante de um caos estabelecido. Estamos dando provas efetivas de cuidado pela cidade”, destacou o chefe do Executivo.

Proposta

A proposta de redução salarial do prefeito vai proporcionar mais impactos na economia do município. Serão R$ 5.021,08 por mês, preservados nos cofres públicos, em torno de R$ 80 mil até o fim do ano e mais de R$ 300 mil ao longo do mandato (considerando 13º salário e férias).

A postura adotada vem ao encontro da nova plataforma de economia estabelecida pela atual gestão, a partir de 1º de janeiro, diante de um rombo financeiro de R$ 200 milhões.

Dentre as ações lideradas pela administração de Orlando Morando estão a devolução de carros oficiais, telefones celulares corporativos, suspensão do Carnaval, corte de 30% em cargos comissionados, congelamento em 40% do Orçamento.

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