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Com Bernardinho como mentor, Renan inicia nova era na seleção brasileira de vôlei

Renan fará sua estreia no comando da seleção. Foto: Divulgação/CBVComeça às 12h de hoje (2) uma nova era na seleção brasileira masculina de vôlei. Após 16 anos, a equipe não terá no banco Bernardinho, que a liderou na conquista de quatro medalhas olímpicas e outras quatro em Campeonatos Mundiais.

O duelo contra a Polônia, na abertura da Liga Mundial, em Pesaro (Itália), marca a estreia de Renan Dal Zotto, 56, no comando da equipe.

É a primeira vez que Renan treina um selecionado nacional. Até por isso, quer manter o padrão do antecessor. Precavido,  manteve o ex-técnico próximo. Bernardinho atua como con­sultor e participa de reuniões referentes à equipe.

Atacante de renome e expoente da seleção que obteve a prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984, Dal Zotto não é calouro no comando de times de vôlei.
Foi, por exemplo, técnico do Florianópolis campeão da Superliga na década passada. Também dirigiu a equipe italiana do Sisley Treviso.

Porém, é a primeira vez que treina um selecionado nacional. Até por isso, quer manter o padrão do antecessor. Precavido, fez questão de manter o ex-treinador próximo. Bernardinho atua como consultor e participa de reuniões referentes à equipe.

“Não existe essa sombra (do Bernardinho). Sombra é algo que perturba ou incomoda, e o que acontece é o contrário disso. É bom tê-lo ao nosso lado. É uma pessoa inspiradora, que agrega e que tem muito ajudar”, afirmou, em entrevista à reportagem.

A amizade entre ambos tornou o processo mais suave, apesar de um entrevero. Bernardinho gostaria que seu assistente, Roberley Leonaldo, o Rubinho, tivesse assumido a direção do time, mas foi preterido pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Para não romper totalmente com a espinha dorsal montada pelo predecessor, convocou dez dos 12 medalhistas nos Jogos Olímpicos do Rio. Os ausentes são o líbero Serginho, que se aposentou da equipe, e o levantador Willian, que pediu para não ser convocado para o torneio.

“Desde o início, deixamos claro que a proposta não é de mudanças. É de continuidade e, claro, com algumas coisas novas”, disse Dal Zotto. “O mais importante é manter a cara do vôlei brasileiro, que sempre foi bastante ofensivo, brilhante e com jogadas rápidas”, emendou.

Caras novas foram chamadas, como o líbero Thales e o central Otávio, mas a tendência é manter a base de antes.

Dal Zotto sabe que não haverá período para testes e que a cobrança por resultados positivos será imediata. “Sabemos da pressão e das dificuldades devido ao equilíbrio enorme gerado nos últimos anos. Mas a proposta de trabalho sempre foi essa: manter o Brasil entre os primeiros. Nós buscaremos o pódio sempre. O resultado é consequência”, disse.

No sábado (3), a seleção de Renan retorna à quadra para enfrentar o Irã, às 12h. No domingo (4), encerra participação nesta primeira rodada contra a Itália, em repetição da final da Rio-2016, vencida pelo Brasil por 3 sets a 0.

As finais da Liga Mundial serão disputadas na Arena da Baixada, em Curitiba, entre os dias 4 e 8 de julho. O Brasil, recordista em troféus do torneio, com nove, não conquista o título desde 2010.

Indagado sobre se pensa em se manter no cargo tanto tempo quanto Bernardinho, Renan cortou pela tangente. “O esporte é muito dinâmico. O mais importante é que, enquanto eu estiver aqui, vou dar a vida pela seleção.”

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