Arte & Lazer, Cinema

Aguardado pelos fãs, ‘Mulher Maravilha’ está nos cinemas

Foto: DivulgaçãoO embate entre os fãs das duas maiores editoras de quadrinhos americanas, Marvel e DC Comics, é questão primordial para os nerds. Cada novo exemplar desse já sólido filão de filmes baseados em HQ é mais um round na briga. Nos últimos anos, a superioridade foi da Marvel, em crítica e em bilheteria.

Porém, o confronto está mais equilibrado desde ontem (1º). Ao sair do cinema, a constatação: “Mulher-Maravilha” não é só o melhor filme de um personagem da DC. É tão bom que parece filme da Marvel. Na verdade, parece melhor do que quase todos os filmes da Marvel. O trabalho caiu nas mãos de uma diretora. Patty Jenkins teve sucesso precoce, aos 31, com “Monster” (2003). Mas a carreira empacou, restringindo-se a episódios de séries.

Na superprodução, imprime assinatura incomum aos filmes de heróis de gibi. Consegue equilibrar cenas leves de química romântica entre a Mulher-Maravilha e Steve Trevor, espião americano na Primeira Guerra, com sequências de ação empolgantes.

A israelense Gal Gadot é realmente uma maravilha, mas sua contribuição vai além da beleza. Foi uma sacada escalar uma moça de Israel, onde garotas vão para o Exército.
Sua desinibição nas coreografadas cenas de batalha talvez não tenha a ver com o treinamento militar, mas muitos espectadores devem estabelecer essa relação.

“Mulher-Maravilha” tem ação durante a Primeira Guerra, quando a amazona Diana quebra o isolamento de seu ambiente, uma ilha mística habitada só por mulheres, ao encontrar Steve (Chris Pine).

O roteiro ganha pontos numa recriação do início do século passado e propõe com simpatia o estranhamento de Diana diante da Europa.

Claro que o filme rende muita discussão sobre um dos temas da vez, a mulher ganhando poder numa sociedade machista. No caso de Diana, superpoder.

Com ação, humor, romance e personagens charmosos, “Mulher-Maravilha” é provavelmente o início de uma franquia com tudo para dar certo. Antes do segundo filme solo, ela vai se unir aos meninos no aguardado longa da Liga da Justiça. É esperar para ver se Diana poderá colocá-los num caminho mais divertido no cinema. (Thales de Menezes)

Deixe seu comentario

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*