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BC diminui Selic em 1 ponto, mas sinaliza reduzir ritmo de corte na próxima reunião

Ao considerar os efeitos da crise política sobre a economia, o Banco Central manteve ontem (31) o corte da taxa básica de juros, a Selic, em um ponto porcentual, mas sinalizou que deve reduzir esse ritmo em sua próxima reunião.

Os juros foram reduzidos, por unanimidade, para 10,25% ao ano, o que era esperado pelo mercado desde que a delação da JBS atingiu o presidente Michel Temer.

No comunicado, o BC cita a palavra “incerteza” cinco vezes e lembra que, se a crise política durar muito tempo, a economia será prejudicada. “Em função do cenário básico, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) entende que uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária em relação ao adotado hoje deve se mostrar adequada em sua próxima reunião”, diz o texto.

Antes da delação, o próprio BC considerava a previsão de inflação abaixo da meta e de atividade econômica fraca, apontando para redução maior que um ponto na reunião de ontem.

Como a delação de Joesley Batista atingiu o presidente Temer, ameaçando a aprovação de reformas como a trabalhista e a da Previdência, a expectativa do mercado mudou de um corte de 1,25 ponto percentual para a manutenção do ritmo anterior.

Foi o sexto corte consecutivo na taxa básica -o atual ciclo de redução começou em outubro do ano passado.

Reformas

O impacto da crise sobre a agenda econômica do governo foi o principal ponto ressaltado no comunicado do BC. “A manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade econômica.”

A crise política, segundo o texto, dificulta a queda mais rápida dos juros.

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