ABC fecha 4.895 vagas no 1º trimestre, mas empresas reduzem ritmo de cortes à metade | Diário Regional

ABC fecha 4.895 vagas no 1º trimestre, mas empresas reduzem ritmo de cortes à metade

21/04/2017 6:50
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O mercado de trabalho do ABC fechou 2.029 vagas com carteira assinada em março, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desem­pregados (Caged) di­vul­gados ontem (20).

Trata-se do 28º saldo negativo mensal consecutivo – o último dado positivo foi registrado em novembro de 2014. O resultado devolve novamente o fechamento de vagas na região à casa de quatro dígitos, após as 743 vagas extintas em fevereiro.

Apesar da longa série de cortes no estoque de vagas, os dados do Ministério do Trabalho sugerem perda de ritmo no número de demissões. No primeiro trimestre, os sete municípios fecharam 4.895 postos de trabalho formais, contra 10.169 extintos no mesmo período de 2016 – pior resultado para o intervalo desde 2009.

Além disso, o número de vagas fechadas em março (2.029) é inferior ao total eliminado no mesmo mês do ano passado (5.458).

O número coincide com o anúncio de uma série de dados – no varejo e no comércio exterior, entre outros – que sugerem que a economia do ABC chegou ao “fundo do poço” após três anos de recessão e que começa a trilhar, ainda que lentamente, o caminho de recuperação.

Porém, os dados do emprego devem permanecer negativos ao longo deste ano. “O mercado de trabalho é sempre o último a se recuperar de uma crise”, destacou Ricardo Balistiero, mestre em Economia e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

Um dos motivos para a projeção conservadora está no desempenho ainda negativo da indústria, que fechou 856 vagas em fevereiro e 980 em março, revertendo a melhora verificada em janeiro, quando foram criados 421 postos no setor – resultado que interrompeu 23 meses consecutivos de queda na ocupação.

A indústria é, sabidamente, a mais importante atividade econômica da região.

Porém, o desempenho ruim disseminou-se, também, pelas demais atividades econômicas. Em março, construção civil (-247), comércio (-371) e serviços (-471) mantiveram-se no terreno negativo.

Os serviços chegaram a registrar saldo positivo em fevereiro, mas o resultado se deve a contratações sazonais no subsetor de ensino (professores admitidos antes do início do ano letivo).

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