Câmara aprova urgência e reforma trabalhista pode ser votada até maio | Diário Regional

Câmara aprova urgência e reforma trabalhista pode ser votada até maio

20/04/2017 6:44
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Deputados comemoram aprovação do requerimento. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Um dia depois de sofrer uma derrota no plenário da Câmara dos Deputados, aliados do presidente Michel Temer refizeram a votação e conseguiram aprovar nesta quarta-feira (19) requerimento para acelerar a discussão da reforma da legislação trabalhista proposta por Temer.

O placar mostrou 287 votos a favor da iniciativa, 30 a mais do que o mínimo necessário, e 144 contra. Em votação na terça (18), o mesmo requerimento não conseguiu os 257 votos necessários para aprovação -230 deputados foram a favor e 163 votaram contra.

Apesar da vitória desta quarta, a dificuldade do governo para levar adiante um mero requerimento reforçou dúvidas sobre a capacidade que ele terá para aprovar as mudanças na legislação trabalhista e, principalmente, a reforma da Previdência, que precisa do apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados para ser aprovada na Câmara.

Houve traições em vários partidos governistas nas duas votações desta semana. Além de contrariedade com a proposta, elas expressaram insatisfações com a maneira como o Palácio do Planalto tem distribuído cargos, liberado verbas e atendido outras reivindicações dos aliados.

Da noite desta terça até a quarta, houve grande mobilização dos líderes dos partidos governistas e do Palácio do Planalto para reduzir as defecções e para tentar enquadrar as legendas rebeldes, principalmente PSB e PR, que reúnem 74 deputados, e o próprio PMDB de Temer, que na terça havia registrado 8 votos contra o requerimento. Os governistas também seguraram a sessão desta quarta por mais de duas horas para reunir presenças suficientes para aprovar a medida.

A oposição acusou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e a base governista de patrocinarem um golpe ao refazer no dia seguinte uma votação em que haviam sido derrotados na véspera. Os governistas afirmam que a derrota da terça se deveu a um erro de Maia, que anunciou o resultado antes que todos os aliados de Temer registrassem seus votos.

Com o resultado, a Câmara poderá, em tese, colocar a reforma trabalhista em votação diretamente no plenário na próxima semana, sem necessidade de aval da comissão especial onde ela, atualmente, está em discussão.

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