Após fim do lay-off de 750 funcionários, GM começa a demitir em São Caetano | Diário Regional

Após fim do lay-off de 750 funcionários, GM começa a demitir em São Caetano

20/04/2017 6:59
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Fábrica da GM em São Caetano tem 9,5 mil trabalhadores e produz quatro modelos. Foto: ArquivoA General Motors decidiu não renovar o afastamento de cerca de 750 funcionários da fábrica de São Caetano, encerrado ontem (19), e demitir parte desse contingente, que está há mais de dois anos em regime de lay-off, como é chamada a suspensão temporária do contrato de trabalho.

A montadora enviou telegramas aos trabalhadores informando-os sobre a decisão tomada. Uma parte será demitida, outra será reintegrada à produção e uma terceira será colocada em licença remunerada por tempo indeterminado – o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano não soube informar à reportagem quantos trabalhadores compõem cada grupo.

No telegrama enviado a um dos demitidos, ao qual o Diário Regional teve acesso, a GM alega que, “apesar das várias medidas adotadas pela empresa para superar a crise na indústria automotiva, inclusive com a adoção deste lay-off que termina no dia 19 de abril, o mercado não reagiu, de modo que seu contrato de trabalho será rescindido a partir do dia 20 de abril”.

O regime é mantido desde novembro de 2014 e já foi renovado seis vezes. “Começamos o lay-off com 2.200 trabalhadores e conseguimos trazer a maior parte de volta à fábrica, mas sobraram 750 e, desta vez, a GM não quer renovar”, lamen­tou o vice-presidente do sin­dicato, Francisco Nunes.

A última renovação do lay-off ocorreu em fevereiro e durou 70 dias. O sindicato queria um período maior, de três meses, mas não teve a solicitação atendida.

Como parte desse contingente tem estabilidade no emprego, o sindicato teme que, para incorporar um grupo de trabalhadores à produção, a GM demita outro grupo que está na ativa.

Queda nas vendas

A unidade de São Caetano tem cerca de 9,5 mil trabalhadores e produz os modelos Cobalt, Spin, Montana e Onix. A montadora alega queda nas vendas para reduzir o pessoal na unidade.

No primeiro trimestre, a GM liderou o mercado brasileiro com 81,9 mil unidades vendidas, o que corresponde a 17,8% do total de automóveis e comerciais leves emplacados no período, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O volume é 8% superior ao licenciado no mesmo período do ano passado (75,8 mil), mas 42% inferior ao apurado nos três primeiros meses de 2013 (141 mil).

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