No litoral sul da Bahia, Prado é ponto de encontro de turistas em busca de sossego e baleias jubarte à procura de águas quentes | Diário Regional

No litoral sul da Bahia, Prado é ponto de encontro de turistas em busca de sossego e baleias jubarte à procura de águas quentes

14/03/2017 6:07
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A 210 km da agitada Porto Seguro (BA), Prado é sinônimo de sossego. Ponto de encontro de turistas mineiros e capixabas, que aproveitam a proximidade com o sul da Bahia, o destino ainda está fora do circuito “hype”.
São 84 km de praias emolduradas por falésias de até 30 metros de altura. Ali, o mar é tão quente que o pé nem leva susto quando toca a água.

A temperatura agradável não atrai só turistas friorentos. De julho a novembro, as baleias jubarte também estão nas redondezas para acasalar e dar à luz seus filhotes.

É por isso que a região que vai do limite sul da Bahia a Prado é chamada de Costa das Baleias. Para vê-las, o melhor é fazer um passeio ao arquipélago de Abrolhos, a cerca de 70 km do litoral.

Prado também reivindica seu espaço na zona turística vizinha, a Costa do Descobrimento. Basta falar com algum dos moradores para vê-los revoltados com a versão oficial da história, segundo a qual, em 1500, portugueses desembarcaram pela primeira vez no Brasil em Porto Seguro.

Antes de ancorar sua esquadra por lá, Pedro Álvares Cabral teria dado uma paradinha na Barra do Cahy, um dos lugares mais bonitos do litoral pradense.

Fora um restaurante que fica à beira da praia, tudo ali permanece parecido há 500 anos: falésias avermelhadas, areias brancas, coqueiros, manguezal e um rio que deságua no mar.

Quem passa de barco avista o monte Pascoal, com 536 metros de altura. Descrito na carta de Pero Vaz de Caminha, para os moradores ele seria a prova de que Prado é o berço do descobrimento.

Agito e sossego

O maior agito –para os parâmetros de Prado– acontece na região central da cidade. Perto da maioria dos hotéis, é ali que estão os quiosques e os vendedores.

Quando cai a noite, a cidade se encontra no Beco das Garrafas: duas ruelas perpendiculares tomadas por mesas e música ao vivo. O destaque é o restaurante Banana da Terra, da chef Márcia Marques, especializado em peixes e frutos do mar.

Um dos pratos principais, chamado Falésias de Mariscos, mistura peixe budião, lagosta e camarão com purê de castanhas e molho de coquinho xandó, pitanga e guairu –frutas da região. O prato custa R$ 130, para dois.

Para quem quer mais sossego, a cerca de 30 km do centro de Prado fica Cumuruxatiba, um vilarejo de pescadores pacato, mas com estrutura confortável de pousadas e restaurantes. Ali, a presença dos índios pataxós é forte.

Às sextas-feiras, é possível conhecer a aldeia Tibá, a 7 km da vila –umas das 12 espalhadas pelo território de Prado. A visita, das 10h às 13h, custa R$ 50 por pessoa, para um grupo de no mínimo cinco turistas. O almoço, cujo prato é peixe na patioba, custa mais R$ 25.

Se a ideia é ficar ainda mais isolado, o ideal é continuar o caminho rumo ao extremo norte do município. Com difícil acesso (feito em 55 km de estrada de terra), Corumbau significa “longe de todas as preocupações”, na língua dos pataxós.

A falta de sinal de celular prova a definição indígena e ajuda o turista a se desligar e se conectar com atrações do lugar. As principais são o Pontal, faixa de areia que avança por 1 km no oceano na maré baixa, e o rio Corumbau, no limite com Caraíva –outro ponto que atrai visitantes.

A jornalista viajou a convite da Secretaria de Turismo de Prado, do Cahy Praia Hotel e do hotel Vila Naiá. (Por Carolina Muniz)

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