Governo Michels perde comando de principais comissões especiais | Diário Regional

Governo Michels perde comando de principais comissões especiais

03/02/2017 6:54
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Orlando Vitoriano e Pastor João ficaram com o comando das comissões mais importantes. Foto: Eberly Laurindo

O governo do prefeito Lauro Michels (PV) saiu em desvantagem na formação das comissões especiais da Câmara. Os membros foram escolhidos durante a sessão de ontem (2), a primeira do ano. O bloco formado por PT, PRB e PR, com sete vereadores, teve prioridade para indicar os membros de cada comissão. Dessa forma, ficaram nas presidências das principais comissões, Justiça e Redação e Finanças e Orçamento, com Orlando Vitoriano (PT) e Pastor João (PRB), respectivamente.

Apenas a formação foi apresentada ontem, mas como as duas comissões contam com dois oposicionistas e um governista em cada uma (considerando o bloco formado por DEM e PPS como oposição, apesar de ter sido eleito na chapa de Michels), a hegemonia da oposição deve ser confirmada. “É um cenário óbvio”, afirmou o vereador Josa Queiroz (PT), escolhido como líder do bloco PT/PRB/PR. “Essa composição vai facilitar o diálogo. Podemos opinar de forma mais efetiva em projetos do Executivo, diferentemente do que ocorreu na última legislatura, onde falávamos ao vento”, afirmou.

Ainda antes do anúncio da formação das comissões, o prefeito esteve na Casa e tentou demonstrar otimismo com relação a, ao menos um dos comandos das comissões mais importantes, ficar na mão de um governista. “Não começou ainda. Estão supondo. Tem animosidade? Tem, política é discussão”, minimizou. “O país está em crise, a economia está uma lástima, desemprego altíssimo, é momento é de união”, completou, ainda se referindo a uma possibilidade de acordo.

Josa destacou que a condição de situação ou oposição dos partidos pode não ser definitiva. “É um grupo novo, com muita vontade de discutir políticas para a cidade e promover mudanças. Vereadores de bases sociais muito bem definidas, mas com exceção do PT, é provável que muitos se encaminhem para uma composição com o governo”, opinou. “Porém, em princípio, vamos endurecer o jogo. O governo vai precisar discutir mais os projetos, dialogar, porque sem maioria não se governa”, pontuou o petista.

Líder do governo, Célio Lucas de Almeida, o Célio Boi (PSB), afirmou que a situação já era esperada. “Acredito que apesar do endurecimento que venha a ter, nem o bloco PT/PRB/PR nem o bloco PPS/DEM vai trabalhar para que a cidade não ande, conheço os vereadores e sei do trabalho deles em suas comunidades”, declarou. “Não vejo dificuldade. A discussão política vai ter, é natural. Agora, travar alguma pauta, por conta de comissão, pautas que possam prejudicar a cidade, não vai acontecer”, finalizou. O vereador Revelino Teixeira de Almeida, o Pretinho do Água Santa (DEM), não quis comentar sobre o bloco DEM/PPS estar na oposição ou na situação.

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