Prefeitos projetam administrar R$ 12,6 bi neste ano | Diário Regional

Prefeitos projetam administrar R$ 12,6 bi neste ano

02/01/2016 7:12
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Prefeitos da região esperam acréscimo nominal de 4% na soma dos orçamento deste ano. Foto: DivulgaçãoEm tempos de crise econômica e de queda na arrecadação, os sete prefeitos do ABC estimam gerir o total de R$ 12,6 bilhões no exercício de 2016. A projeção abrange as peças orçamentárias aprovadas pelos Legislativos da região no ano passado. O valor esperado pelos chefes do Executivo para este exercício representa, em termos nominais, acréscimo de cerca de 4% em relação ao montante previsto para 2015.

A variação, no entanto, ainda está bem abaixo da inflação acumulada ao longo do ano – que já ultrapassa a casa dos 10%, segundo o índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, considerando a inflação projetada de 10,7% em 2015, o corte nos sete orçamentos é de quase 6%.

Município mais populoso e com maior área territorial, São Bernardo é a cidade com maior projeção de receitas neste ano.

Ao todo, a administração do prefeito Luiz Marinho (PT) prevê contar com aproximadamente R$ 5,1 bilhões neste ano, cerca de 4% a mais do que o projetado para 2015, R$ 4,9 bilhões. Mesmo com aumento nominal, o chefe do Paço são-bernardense ponderou que a peça foi trabalhada “com os pés no chão” e reflete “a crise econômica” e “o momento emocional do país”.

Para este ano foram estipulados mais de R$ 1 bilhão para a área da Saúde,

R$ 902 milhões para Educa­ção, R$ 672 milhões para Mobilidade Urbana e R$ 372 milhões para a Habitação.

O governo do prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), por sua vez, estima gastar R$ 3,38 bilhões em 2016, o que representa alta de 6% na comparação com o orçamento em curso, estimado em R$ 3,17 bilhões. O governo municipal afirma que vai priorizar a manutenção de recursos destinados às áreas de saúde, educação e políticas sociais, os investimentos em infraestrutura e à “sustentação de compromissos” essenciais à gestão, reforçando a contenção de des­pesas, por meio da redução no custeio e novos gastos.

Em Diadema, o prefeito Lauro Michels (PV) enviou à Câmara peça orçamentária que prevê redução de 1,2% nas receitas e despesas para este ano. É esperado R$ 1,24 bilhão em 2016, contra o R$ 1,26 bi­lhão no ano passado. A exemplo de Diadema, o prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), também projeta queda orçamentária – de 3,3% – neste ano, com receita estimada em R$ 1,2 bilhão.

Boas projeções

As demais cidades, em contrapartida, trabalham com perspectivas positivas para 2016, apesar da inflação acumulada. Em São Caetano, a administração calcula alta de 8% nas receitas e despesas para este ano, totalizando R$ 1,27 bilhão. Em 2015, o orçamento disponível para o prefeito Paulo Pinheiro (PMDB) foi inferior: R$ 1,17 bilhão. Ribeirão Pires, por sua vez, é a única cidade cuja previsão é de aumento real. O governo Saulo Benevides (PMDB) prevê receitas de R$ 395,7 milhões em 2016, 14,3% a mais do que os R$ 339,2 milhões esperados no ano passado.

Em Rio Grande da Serra, o prefeito Luis Gabriel da Silveira, o Gabriel Maranhão (PSDB), trabalha com a perspectiva de gerir cerca de R$ 84 milhões neste ano, com alta de 9% em relação aos R$ 76,5 milhões projetados para 2015.

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