Marques quer volta do IPI zero para carros | Diário Regional

Marques quer volta do IPI zero para carros

06/05/2014 12:24
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Rafael Marques destacou que segmento de entrada é muito dependente do crédito - Foto: ArquivoO presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC, Rafael Marques, afirmou que a manutenção das alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é fundamental para a recuperação do setor automotivo, mas defende a volta do IPI zero para os carros populares.

Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) houve queda de 4,5% nas vendas de automóveis e comerciais leves no primeiro quadrimestre deste ano contra o mesmo período de 2013. No segmento de caminhões e ônibus a queda é de 13,2% na mesma comparação.

A previsão é que o imposto sofra aumento em junho dos atuais 3% para 7%, no caso dos automóveis populares, e de 8% para 13%, no caso de carros acima de duas mil cilindradas. Entre maio e dezembro de 2012, o governo manteve o imposto zero para carros com motores 1.0 e essa medida é apontada pelo dirigente como uma das saídas mais acertadas para manutenção dos empregos do setor. “Carros de entrada, comerciais leves e utilitários devem ter IPI zero. Essa é nossa posição”, afirmou Marques.

Segundo o presidente do sindicato e da agência, outras medidas são aguardadas por parte do governo federal a fim de amenizar a crise no setor. “Estamos vivendo forte constrangimento de crédito por parte dos bancos, que também tem se refletido na queda da produção de motos no Brasil”, disse.

“O setor de entrada (carros populares) representa 26% das vendas e é muito dependente do crédito”, completou. Marques citou o superávit fiscal de 2% prometido pelo governo federal como garantia de pagamento para os bancos. “Os bancos não podem, tendo a garantia que receberam de que o superávit primário está mantido, restringir o crédito”, disse.

Sistema

Além da reivindicada redução do IPI e da maior oferta de crédito por parte dos bancos, a solução do impasse na exportação de veículos (sobretudo caminhões) para a Argentina e a aprovação do Sistema Nacional de Manutenção dos Empregos são as providências esperadas do governo.

O sistema é baseado em modelos europeus, especialmente o alemão, e prevê a redução da jornada de trabalho e o pagamento das horas não trabalhadas com recursos do seguro-desemprego, como forma de evitar as demissões em períodos de crise na indústria.

 



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