Hospital S.Caetano virou jogo de empurra, diz secretário | Diário Regional

Hospital S.Caetano virou jogo de empurra, diz secretário

04/05/2014 16:00
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Com seis andares e capacidade para mais de 100 leitos, equipamento funciona apenas como ambulatório - Foto: DivulgaçãoO destino do Hospital São Caetano – operado pela Sociedade Beneficente Hospitalar São Caetano até 2010, quando declarou falência – precisa de ao menos R$ 30 milhões para começar a ser definido. Segundo o secretário de Saúde da cidade, Mário Chekin, esse é o valor necessário para regularizar o imóvel, que ainda pertence à massa falida do antigo convênio, além de uma dívida superior a R$ 100 milhões com os credores. “Hoje, nem podemos dizer que é um hospital. É um ambulatório. Porém, não podemos começar a pensar em nada, enquanto todos os problemas não foram resolvidos, começando com a regularização do imóvel”, afirmou.

Reinaugurado pela gestão anterior em fevereiro de 2012, o Hospital São Caetano tem sido alvo de interesses distintos na região. O Consórcio Intermunicipal do ABC pleiteia, junto ao governo do Estado desde 2011, um hospital de retaguarda para pacientes de longa permanência. Em maio de 2013 o então secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, informou que o pleito poderia ser atendido com a aquisição pelo Estado de um hospital privado em Cotia, cidade da região metropolitana distante cerca de 50 quilômetros do Centro de Santo André.

Com caráter regional, o equipamento atenderia a demanda dos sete municípios do ABC e das demais cidades da região metropolitana. Em setembro, a Prefeitura de São Caetano propôs que o equipamento fosse reformado e transformado na unidade de retaguarda que a região precisa, resolvendo, dessa forma, o problema de uma grande estrutura que até o momento foi subutilizada.

Mário Chekin preferia que fosse transformado em um hospital de clínicas, semelhante ao que foi construído em São Bernardo. “O que tivemos foi um grande jogo de empurra entre a União e o Estado. É preciso uma ação efetiva para devolvermos os seis andares e os 136 leitos para a população”, destacou.

Promessa

Segundo Chekin, o que existe de concreto até o momento é uma promessa do atual secretário estadual de Saúde, David Uip, de que uma vez regularizado o terreno, a pasta vai arcar com os custos da reforma e da mobília, além de parte do custeio. “Preciso, agora, me reunir com (ministro da Saúde) Arthur Chioro para saber o que o governo federal vai fazer. Se vai equipar, se vai pagar o valor da desapropriação, se vai ajudar com o custeio. Minha expectativa é que essa definição seja conhecida até o dia 10 de maio, depois que passarem todos os feriados”, completou. “É um imóvel tombado pelo patrimônio do município, então, seu único destino é ser hospital”, concluiu.

A assessoria de imprensa da Secretária de Estado da Saúde não confirmou as informações até o fechamento da edição. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou, por telefone, que não é possível saber a agenda do ministro e que se não existe um protocolo de projeto solicitando os recursos, não existem informações sobre o assunto. O coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Saúde do Consórcio e secretário de Saúde de Santo André, Homero Nepomuceno, não retornou os pedidos de entrevista sobre o tema.



1 Comentário

  • marcia carneiro castilho

    É de chorar !Uma cidade como São Caetano,viver um impasse desses com a saúde publica.Esse é também,um problema do Brasil todo.Enquanto os ignorantes ficam preocupados com a copa do mundo,construindo estádios,gastando dinheiro que serviria pra cuidar de doentes que ficam jogados em corredores de hospitais,PObres passando fome,médicos mal pagos etc etc etc.Tenho saudades do tempo do prefeito Tortorello,acho que ele já teria resolvido boa parte desses casos da saúde em São Caetano !As eleições vem ai !Desconte nos maus politicos,sua ira !vote bem !!!!!!!!!!

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