Sodiprom homenageia um dos fundadores da entidade | Diário Regional

Sodiprom homenageia um dos fundadores da entidade

03/05/2014 4:06
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Michels entregou placa de agradecimento a Verardi. Foto: DivulgaçãoOs cabelos brancos denunciam que o trabalho já é feito há muitos anos. A voz firme e a memória vívida não revelam que Salvador Verardi já conta 75 anos. Esse trabalho de muitos anos – cerca de 45 – dedicados à Sodiprom (Centro de Formação de Aprendizes) de Diadema fez com que Verardi fosse homenageado durante jantar, realizado na última terça-feira (29). “Não esperava por isso. Sempre fiz tudo com amor, mas nunca esperando algo em troca”, afirmou.

Verardi foi um dos fundadores da Sodiprom, que começou oferecendo apoio aos garotos que, no final da década de 1960, trabalhavam como engraxates no Centro da cidade. “Fomos aos poucos e quando vimos, já tínhamos 100 aprendizes. Naquela época, começavam cedo, aos 9 anos”, recordou o policial aposentado. Salvador Verardi dava aulas aos sábados, conciliando com o trabalho de policial militar do Fórum da cidade. “Era uma orientação, noções de educação moral e cívica”, completou.

Depois de passar para a reserva da corporação, passou a se dedicar diariamente, sempre no período da manhã. “No início, as aulas aconteciam em um terreno ao lado de onde hoje existe o 24º batalhão (na avenida Nossa Senhora das Vitórias). Depois, foi doado o terreno onde estamos até hoje”, recordou. O terreno foi doação de Alda, filha do proprietário de terras na cidade Alberto Simão Moreira, e fica na avenida que leva seu nome, uma das principais da cidade.

Para Verardi, era quase impossível pensar que a instituição cresceria tanto. “Comemoramos quando chegamos aos 100 atendimentos, imagine agora, que fazemos mais de mil. A Sodiprom hoje caminha sozinha, tem um nome, e a união com o Rotary (Club de Diadema) foi ótima, pois aproxima as empresas dos aprendizes”, afirmou.

Pai de sete filhos, Verardi levou alguns deles para participar da formação e do posterior encaminhamento para os estágios, mas também contou com a colaboração deles depois de adultos. “Iam de vez em quando, como voluntários, ajudar nas excursões. Minha esposa também participou muito”, completou. “O doutor Álvaro (Álvaro Damázio Gualhalhone, juiz da Vara de Menores na cidade) plantou uma semente e o trabalho de todos fez germinar”, concluiu.

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