Saúde de São Bernardo vai contar com neurocirurgia | Diário Regional

Saúde de São Bernardo vai contar com neurocirurgia

30/04/2014 7:22
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Beltrammi e Odete Gialdi apresentaram balanço das atividades do Hospital de Clínicas. Foto: Eberly Laurindo especial para o DRA partir do próximo mês, o sistema de saúde de São Bernardo vai contar com serviço de neurocirurgia no Hospital das Clínicas. É a primeira vez que a rede municipal oferece o procedimento, que será realizado apenas em situações de emergências, como traumas. “Não serão realizadas cirurgias eletivas (com data marcada), já que esse é um procedimento de altíssima complexidade e obrigatoriamente só pode ser realizado em hospitais regionais. Porém, era preciso para a cidade ter esse atendimento para pacientes politraumatizados graves”, explicou o superintendente do Hospital das Clínicas, Daniel Beltrammi, durante balanço dos quatro meses de funcionamento do HC, realizado na manhã de ontem (29).

Atualmente, todos os casos atendidos por uma das nove Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou pelo Pronto-socorro Central, que necessitam de neurocirurgias, são encaminhados para o Hospital Estadual Mário Covas ou outros equipamentos regionais. “A implementação de um equipamento desse porte, como é o HC, embora tenha sido planejado e executado pelo município, também deve servir para desafogar a demanda da região”, completou a secretária de Saúde, Odete Gialdi. O Hospital das Clínicas de São Bernardo entrou em funcionamento no dia 19 de dezembro de 2013.

Segundo Odete, a estabelecimento caminha para operar com 50% da capacidade total, que é de 293 leitos, dos quais 180 são de internação. A segunda fase de implementação dos serviços – como ambulatório de ortopedia e cirurgias ortopédicas – que deveria ocorrer no segundo semestre deste ano foi antecipada devido ao aumento da demanda. “Sentimos uma pressão da nossa regulação interna por leitos, para pacientes oriundos das UPAs e do Pronto-socorro Central. O HC tem possibilitado atender essas pessoas com maior agilidade”, concluiu. O equipamento vai contar, em médio e longo prazo, com clínica e internação pediátrica, além de cirurgias gerais.

Em quatro meses de operação, a taxa de ocupação do HC tem sido de 85% para os leitos de internação. Para os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a taxa de ocupação é de 95%. Atualmente, estão disponíveis 90 leitos de internação e 20 de UTI.

Segundo os dados do divulgados pela Secretaria de Saúde, 38% dos pacientes são oriundos das UPAs, pelo processo de regulação interna do município. Atendimentos a munícipes de outras cidades devem acontecer no futuro, após pactuações entre as cidades e os governos federal e estadual, a fim de definir repasses de recursos.

“Hoje, essa estrutura é a retaguarda que faltava à cidade, uma vez que ampliamos muito a porta de entrada (serviços de urgência e emergência) nos últimos anos”, completou Odete.

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