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Palmeiras anuncia fim das relações políticas com o São Paulo

30/04/2014 5:24
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Nobre lembrou que São Paulo recebeu ajuda dos rivais. Foto: Daniel Vorley/AGIF/FolhapressO presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, divulgou ontem (29) nota oficial em que anuncia o fim das relações políticas com o São Paulo enquanto perdurar a gestão do presidente Carlos Miguel Aidar. O comunicado é uma resposta às declarações do dirigente tricolor concedidas ontem. O presidente são-paulino chamou de “patéticas” as queixas de Nobre, que reclamou da contratação de Alan Kardec pelo São Paulo. Aidar disse ainda que o Palmeiras se apequenou.

O presidente do Palmeiras lembrou que o São Paulo recebeu ajuda financeira de outros clubes ao longo da sua história. A menção de Nobre é referente ao “Jogo das Barricas”, como ficou conhecido o episódio de 1938, quando Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Portuguesa disputaram um torneio, com renda revertida ao clube do Morumbi, que passava por graves problemas financeiros.

“Jamais aceitaremos que alguém ouse se dirigir à S.E.P. de tal forma e, portanto, rompemos qualquer relação política com o São Paulo enquanto Sr. Aidar estiver à frente da entidade”, avisou, ratificando a grandeza de sua agremiação com mais um ataque a Carlos Miguel Aidar.

“O presidente do SPFC não tem ideia do tamanho do Palmeiras. Ele, como presidente de uma agremiação que também é muito grande, deveria saber. Infelizmente, a arrogância causa miopia”, disse o mandatário do Verdão, mantendo a guerra verbal entre os arquirrivais.

Perigo
Capitão do Palmeiras, o goleiro Fernando Prass acredita que as declarações de Aidar sejam perigosas. “Foi mais uma colocação infeliz (do Aidar), como na semana passada (quando falou sobre possível contratação do Kaká)”, disse. Aidar afirmou que Kaká se enquadrava no perfil do São Paulo porque “tinha todos os dentes na boca”.

“Atacar a história e a tradição de um clube é perigoso. É preciso tomar cuidado com o que se fala no futebol, especialmente quando se fala em nome de um clube sobre outro clube”, disse. “Tanto o Aidar quanto o presidente do Palmeiras são bem grandinhos e sabem que representam dois dos maiores clubes do mundo. Cada um sabe onde o seu calo aperta”, comentou.

O goleiro preferiu não opinar, quando indagado se o São Paulo faltou com ética ao contratar Alan Kardec. “Cada um na vida tem seus valores. O que é ético para um, pode não ser para outro”, disse Prass. “Todo mundo sabe que, nas negociações de futebol, uma equipe pode entrar no meio de uma negociação de outra. Depende do caráter de cada um”, diz.

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