Eleições devem acirrar os debates, preveem vereadores de São Bernardo | Diário Regional

Eleições devem acirrar os debates, preveem vereadores de São Bernardo

30/04/2014 7:00
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Lima: “o debate é bom”; Toninho: “Câmara tem de debater projetos” . Foto: ArquivoO clima eleitoral deve influenciar novamente os trabalhos da Câmara de São Bernardo na sessão de hoje (30) e nas próximas até outubro. Essa é a opinião dos vereadores Antônio Carlos da Silva, o Toninho da Lanchonete (PT), e Marcelo Lima (PPS). Porém, enquanto o petista quer a distinção entre o debate político e as pautas da Casa, o popular-socialista considera que a discussão deve aumentar.

“Acho que está faltando esse debate político na Câmara. O parlamento também é um lugar para debater essas questões, não importa se são questões do governo federal, estadual ou municipal. Nossa Casa é também um local político”, explicou o popular-socialista, que considera que o debate não atrapalha a produtividade do parlamento.

O líder do PT, por sua vez, teme que o debate eleitoral atrapalhe a produtividade do Legislativo são-bernardense. “A Câmara tem de cumprir seu papel, que é debater os projetos. O debate é importante, mas não podemos transformar isso em palanque político.Tudo tem seu lugar para acontecer”, explicou Toninho da Lanchonete.

Na sessão da última quarta-feira (23), projetos simples como a moção de repúdio de autoria de José Ferreira (PT) ao ato de racismo sofrido pelo jogador Marino, do São Bernardo Futebol Clube, durante partida pela Copa do Brasil, motivaram intensos debates. Enquanto oposicionistas reclamavam da presidente Dilma Rousseff (PT), governistas contra-atacavam com acusações ao governo do Estado.
“Não tenho medo de fazer esse debate. Se querem discutir os problemas do Metrô, algumas reclamações contra o governo estadual ou o mensalão, vamos discuti-los. O debate é bom para tudo isso”, disse Marcelo Lima, que considera que a discussão é importante para mudar a imagem dos políticos. “Sempre que acontece um caso como o mensalão respinga em toda a classe política. Isso para mim é discriminação política”, comentou.

Pauta
Segundo Toninho da Lanchonete, o governo não pretende enviar projetos novos. Assim, a Casa apreciará as três matérias que acabaram barradas pelo bloco oposicionista na semana passada. A primeira visa aumentar o tempo de contrato para funcionários de projetos viabilizados por meio de convênios como Segundo Tempo e Tempo de Escola, o qual atualmente é de seis meses com renovação por igual período, para um ano com renovação por igual período.

A segunda matéria visa aumentar o tempo de redução na alíquota do Imposto sobre a Transmissão de Bens e Imóveis (ITBI) para munícipes beneficiados pela regularização fundiária até 2017. O terceiro visa regulamentar a construção de imóveis em áreas de manancial.

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