Reunião com Gilberto Carvalho e movimentos sindicais sobre a Copa tem vaias e confusão | Diário Regional

Reunião com Gilberto Carvalho e movimentos sindicais sobre a Copa tem vaias e confusão

29/04/2014 3:29
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Carvalho se alterou com militante que fez deboche. Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilA reunião do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ontem (28), com movimentos sociais e sindicatos sobre a realização da Copa do Mundo ocorreu no Rio diante de protestos, vaias e confusão.

A reunião, que reuniu cerca de 200 pessoas em um auditório do Sindicato dos Bancários, chegou a ser interrompida por alguns ministros por conta de uma confusão entre manifestantes e integrantes do movimento “Só nós da estiva”, ligado ao sindicato dos trabalhadores do porto do Rio, e um militante da FIP (Frente Independente Popular).

O ministro foi confrontado por parte do auditório, principalmente pelos que não quiseram se inscrever no microfone aberto. Os que fizeram o uso da palavra reclamaram das remoções, do preconceito racial no país, da violência contra os pobres, da corrupção e falta de melhorias da educação e saúde.

A primeira manifestação em repúdio à Copa foi após a palavra de um integrante do movimento de moradores da comunidade do Horto, que fica dentro do Jardim Botânico. Cobrou do governo federal a resolução da situação de famílias que estão há cerca de dois anos com a possibilidade de serem removidas.

A reunião estava no meio quando militantes da FIP e alguns índios estenderam uma faixa atrás da mesa com a frase “não vai ter Copa”.

Um dos momentos que o ministro se alterou foi quando um dos militantes que seguravam o cartaz debochou quando Carvalho tentou dizer que aquele encontro reafirmava a democracia. “Quem está debochando da democracia deve ser amante da ditadura militar”, gritou Carvalho.

Carvalho perdeu o controle da plateia quando, após vários integrantes de movimentos levantarem bandeiras contra as remoções de moradores de favelas, a violência e prisão de manifestantes e as UPP (Unidades de Polícia Pacificadora), disse que os problemas apresentados não tinham relação com a Copa.

Sobre as remoções, Carvalho afirmou que em São Paulo houve oito remoções por conta da Copa. Citou o exemplo da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, como bem feito, ao que um manifestante gritou: “você vem para o Rio para falar de Pinheirinho?”.

“Não fiquem se escondendo atrás de uma faixa e vão a São José dos Campos para ver o que aconteceu lá”, disse Carvalho, bastante vaiado.

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