ABC perde 2,6% do consumo, mas mantém 5º lugar em ranking nacional | Diário Regional

ABC perde 2,6% do consumo, mas mantém 5º lugar em ranking nacional

29/04/2014 4:38
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Os 2,7 milhões de habitantes do ABC devem consumir R$ 57,954 bilhões neste ano, com crescimento de R$ 1,775 bilhão em comparação aos R$ 56,179 bilhões potencialmente gastos do ano passado. Em termos reais (descontada a inflação oficial), porém, a previsão é de queda de 2,6%, segundo o IPC Maps, estudo da consultoria IPC Marketing.

Ainda segundo o levantamento, o consumo dos brasileiros deve somar R$ 3,262 trilhões neste ano, com expansão de R$ 261 bilhões sobre a estimativa de 2012 (R$ 3,001 trilhões). Descontada a inflação oficial, o crescimento é de 2,64%. O estudo é feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cruzados com outras fontes.

A queda prevista de 2,6% fez a região reduzir sua participação no “bolo nacional” de consumo. Avaliado como se fosse uma só cidade, o ABC recuou de 1,872% no ano passado para 1,777% este ano. Na prática, significa que de cada R$ 100 consumidos no país, R$ 1,777 saem dos bolsos de consumidores dos sete municípios. Apesar da queda, o ABC manteve a quinta posição no ranking de consumo do país – a quarta foi perdida em 2012 e a terceira, em 2002.

Assim como na região, as quatro maiores cidades do país em potencial de consumo devem perder participação no total das compras das famílias em 2014. Prova disso é que, no ano passado, esse grupo respondia por 18,77% do total nacional e, no estudo deste ano, cai para 17,83%.

Graças, fundamentalmente, ao “top 4”, a participação das 27 Capitais no potencial de consumo nacional caiu para 32,3%, ante 32,9% em 2013 – o que, segundo Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing Editora e responsável pelo estudo, sinaliza “a retomada da tendência de interioriza­ção do consumo do país”.
A Capital paulista continua liderando o ranking, com R$ 287,7 bilhões e participação de 8,82% (veja quadro acima). Na sequência aparecem Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). Entre as quatro Capitais, a maior baixa na comparação com 2013 ocorre em São Paulo (0,42 ponto porcentual), seguida do Rio (0,22 ponto).

O levantamento revela também que há desaceleração no potencial de consumo dos brasileiros, pois segue crescendo acima da inflação, mas em taxas decrescentes – 6,5% em 2012, 3,8% em 2013 e 2,6% neste ano. Para Marcos Pazzini, essa desaceleração está relacionada “com a perspectiva de menor crescimento da economia neste ano, por conta da Copa do Mundo, das eleições e do pior desempenho de setores-chave, como indústria automotiva e construção civil”.

Ribeirão sobe
Entre os sete municípios, apenas um elevou sua “fatia” no potencial de consumo do país neste ano: Ribeirão Pires (R$ 2,324 bilhões), onde a participação aumentou de 0,068% para 0,071%. Não por acaso, o município também subiu da 207ª para a 197ª posição no ranking nacional.
Em São Caetano, com potencial de R$ 4,754 bilhões, a participação manteve-se em 0,145%, mas o município subiu quatro posições, para a 93ª colocação no ranking nacional. Com potencial de consumo de R$ 719 milhões, Rio Grande da Serra manteve a fatia de 0,022%.

Os demais municípios foram “rebaixados” no consumo do país. São Bernardo manteve a 15ª colocação com
R$ 19,154 bilhões, mas a fatia caiu de 0,625% para 0,587%. Santo André despencou da 16ª para a 18ª posição, com potencial de R$ 17,242 bilhões e 0,529% de participação. Mauá caiu do 53º para o 58º posto, com R$ 6,963 bilhões e fatia de 0,213%, e Diadema recuou da 58ª para a 60ª posição, com consumo de R$ 6,798 bilhões e 0,208% de participação.

Ainda segundo o IPC Maps, o consumidor do ABC deve gastar R$ 15,1 bilhões (26% do total) com a manutenção do lar, montante que incorpora despesas com aluguéis, impostos, água, luz e gás. A segunda maior fonte de gastos é a alimentação, com R$ 8,8 bilhões, dos quais
R$ 5,3 bilhões no domicílio e R$ 3,5 bilhões fora dele.

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