PT é culpado da desindustrialização do ABC, diz Randolfe | Diário Regional

PT é culpado da desindustrialização do ABC, diz Randolfe

27/04/2014 7:14
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Randolfe: “Banco Central é refém do capital financeiro”. Foto: DivulgaçãoO senador e pré-candidato do Psol à Presidência da República, Randolfe Rodrigues (AP), culpou os governos do PT pela desindustrialização no país, em especial no ABC. O socialista, que se reuniu com militantes do partido na Câmara de Santo André na noite da última sexta-feira (25), teve a pré-candidatura ao Palácio do Planalto homologada pela sigla no ano passado.

Durante o discurso que fez aos correligionários, o senador amapaense afirmou que o ABC deveria ser um pujante polo petroquímico e de biotecnologia. Destacou que a região tem grande potencial, mas ainda não possui capacidade industrial de desenvolver tecnologia. Questionado sobre qual é a proposta do Psol para reverter o quadro, Randolfe disse que o primeiro passo é baixar os juros cobrados no país – a Selic, a taxa básica, está em 11%.

“A taxa de juros só está nesse patamar porque o Banco Central é refém do capital financeiro e dos banqueiros internacionais. Isso nenhum dos três (candidatos) fala”, afirmou Randolfe, referindo-se à presidente Dilma Rousseff, pré-candidata à reeleição, e a seus prováveis adversários em outubro, os oposicionistas Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Plínio de Arruda Sampaio (Psol), candidato à presidência pelo partido em 2010, será o conselheiro da atual candidatura. “Teremos de estar em todos os debates porque o Psol tem representação na Câmara dos deputados”, cobrou, ao destacar que, há quatro anos, muitas vezes não era convidado. Plínio, porém, evitou especular sobre possível boicote ao partido e favorecimento aos três nomes que já aparecem à frente nas pesquisas.

Vice na chapa de Eduardo Campos, Marina Silva (PSB) foi alvo de críticas. “É uma bela companheira que está na chapa errada. Tenho certeza de que, no íntimo, Marina adoraria votar em nós e estar conosco”, disse Randolfe. Articuladora da Rede Sustentabilidade, a ex-senadora se juntou ao PSB em outubro do ano passado devido à impossibilidade de viabilizar o novo partido. “Se a Marina fala em nova política, não é ao lado do Eduardo que ela deveria estar”, acrescentou.

Assassinato
Também entrou na pauta do encontro o caso do assassinato do coronel da reserva Paulo Malhães, que havia confessado participação em torturas durante a Ditadura Militar. Para Randolfe, o caso só reforça a necessidade de revisão da Lei da Anistia.

“A revisão não é um caso do passado. Pelo contrário, trata-se do futuro do nosso país. O pacto pela redemocratização com a Lei da Anistia foi uma farsa. Não é possível haver acordo entre dois lados com forças tão desiguais”, disse.

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