PSB e Rede dividem equipe para campanha | Diário Regional

PSB e Rede dividem equipe para campanha

27/04/2014 7:31
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Campos e Marina discordaram sobre proposta que pode ser incluída no programa de governo. Foto: ArquivoEm esforço para evitar que divergências se repitam durante a disputa presidencial, o PSB e a Rede estruturam uma equipe com integrantes dos dois grupos para coordenar a campanha.

Postos-chaves serão exercidos por representantes de ambos: um coordenador indicado pelo PSB e um adjunto ligado à Rede. O objetivo é afinar o discurso dos dois grupos para a sucessão presidencial e evitar disputas internas por espaço na equipe. A proposta é que o modelo seja estendido também para as campanhas estaduais da sigla e para os grupos responsáveis pelo programa de governo da legenda.
A coordenação executiva, por exemplo, ficará sob o comando do primeiro-secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, e terá como adjunto Bazileu Margarido, da Executiva Nacional da Rede.

Para a coordenação de comunicação, o pré-candidato Eduardo Campos escolheu o jornalista Alon Feuerwerker, que terá como adjunto o sociólogo Nilson de Oliveira, responsável pela comunicação da campanha presidencial de Marina Silva em 2010.
A coordenação do programa de governo também será hí

rida, mas sem diferença hierárquica. O ex-deputado federal Maurício Rands (PSB-PE) e a socióloga Neca Setúbal, herdeira do Itaú e aliada de Marina Silva, exercerão um comando horizontal.

Efeito contrário
Na avaliação de lideranças do PSB, no entanto, a formação de dobradinhas com a Rede nos postos de coordenação pode ter o efeito oposto. Com dois porta-vozes em cada cargo, há o risco deles adotarem posições e discursos diferentes entre si durante a campanha eleitoral.
“Já há divergências (entre PSB e Rede), ninguém vai dar jeito nisso. A Rede gosta de embates”, criticou um dirigente do PSB.
Na quarta-feira, Campos e Marina discordaram sobre proposta que pode ser incluída no programa de governo. O pré-candidato defendeu a institucionalização da autonomia do Banco Central, enquanto a ex-senadora disse não haver necessidade de garantia legal para tanto.

Não é a primeira vez que PSB e Rede entram em divergência. Nos últimos meses, as siglas têm discordado sobre a formação de palanques estaduais e a costura de alianças partidárias.

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