Skaf inocenta São Pedro e pede investimentos | Diário Regional

Skaf inocenta São Pedro e pede investimentos

26/04/2014 10:42
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Skaf: “não podemos esperar que tudo dê certo, precisamos estar preparados”. Foto: Eberly Laurindo especial para o DRA crise no abastecimento de água na região metropolitana foi tema de uma série de críticas do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pré-candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf, à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Após evento realizado em Diadema, ontem (25), o peemedebista criticou a falta de investimentos da autarquia e do governo na produção de água.

“Você não pode culpar somente São Pedro, pois é injusto. Que São Pedro não tem dado fartura de chuva todo mundo sabe. Estamos em uma fase de chuvas fracas, historicamente fracas, mas se o governo de São Paulo, por meio da Sabesp, tivesse feito o que deveria ter feito nossa resistência a essa adversidade seria muito maior”, criticou Skaf, sinalizando que a água será mesmo um dos temas centrais da eleição ao Palácio dos Bandeirantes.

“Se há dez anos faltou água, o que a Sabesp deveria ter feito nesses dez anos? Cumprir com o que se comprometeu: acabar com os vazamentos, aumentar o tratamento de esgoto para 100% do esgoto que capta, aumentar os reservatórios e a captação, mas nada disso foi feito”, continuou Skaf.

Segundo o peemedebista, a Sabesp capta cerca de 3 trilhões de litros de água por ano. Desse montante, um terço é desperdiçado em vazamento nas tubulações. Esse um trilhão de litros “perdido”, segundo Skaf, equivale à capacidade do Sistema Cantareira. “(Com investimentos para minimizar o desperdício) nós teríamos resistência para mais alguns meses”, afirmou.

Para o empresário, uma das causas da falta de investimento da Sabesp é a distribuição de dividendos (lucro apurado). “A lei diz que você tem de distribuir 25% de dividendos, mas a empresa distribuiu muito mais do que isso. Então deixou de investir e distribuiu dividendos, mas poderia ter investido mais em tubulações novas. Parte da rede têm tubos de 30 ou 40 anos e é por isso que vasa”, reclamou.

A reportagem do Diário Regional procurou a Sabesp para que a empresa comentasse as críticas do peemedebista, mas até o fechamento desta edição não houve resposta. Neste ano, a empresa reassumiu o abastecimento de água e a coleta de esgotos em Diadema, após duas décadas sob responsabilidade da Saned.

No início de abril, o superintendente de novos negócios da Sabesp, Silvio Leifert, afirmou que a empresa pretende investir R$ 9,9 bilhões até 2016.

Gestão
Paulo Skaf estendeu ao governo paulista as críticas pela crise no abastecimento de água. “Não tenho dúvida nenhuma de que temos um problema sério de gestão e não tenha duvida de que o governo de São Paulo errou. Porém, também não temos dúvidas de que não foram fartas as chuvas. Se tivesse chovido, não estaríamos discutindo esse assunto aqui. Não podemos esperar que tudo dê certo, precisamos estar preparados. Você vê vários países desertos e não há falta água”, afirmou Skaf sem citar o nome do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Na semana passada, o tucano condenou quem pretende transformar a crise no abastecimento em um assunto político. A exemplo de Skaf, o pré-candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Alexandre Padilha, também tem abordado o assunto em seus pronunciamentos. “Não vamos transformar a maior seca das últimas décadas em picuinha política”, afirmou Alckmin.

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