Inclusão de deficientes visuais e auditivos pela dança | Diário Regional

Inclusão de deficientes visuais e auditivos pela dança

25/04/2014 7:06
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Dança contribui para o equilíbrio e mobilidade dos deficientes visuais. Foto: DivulgaçãoOs deficientes auditivos são os olhos dos deficientes visuais.” A frase de Geisa Maria Minzoni Dias, coordenadora em arte-educação, resume a essência do programa Dança Inclusiva, desenvolvido pela Secretaria de Educação de São Bernardo em parceria com a Associação Santo Inácio para Integração do Trabalhador Especial (Asiite). Como o próprio nome sugere, a iniciativa promove a interação entre cegos e surdos por meio da dança. As aulas acontecem às sextas-feiras, entre 15h30 e 17h, na Escola Municipal de Arte e Educação Integrada Professor Paulo Bugni (rua Dr. Flaquer, 824, Centro).

A atividade – atende 36 deficientes visuais – foi incorporada em 2008 a outro programa da prefeitura, o Integrarte, também desenvolvido em parceria com a entidade desde 2000 e que reúne 16 bolsistas, dos quais 12 são ouvintes e quatro deficientes auditivos.

Conforme explica Geisa Maria, além da integração entre os alunos, a dança contribui para o equilíbrio e mobilidade dos deficientes visuais. “A dança ajuda na coordenação motora, nos movimentos, no conhecimento do próprio corpo.”

Nos encontros, histórias de vida se misturam e os dramas individuais desaparecem como que num passe de mágica, embalados por ritmos como baião, forró, dança de salão e flamenca. As aulas são comandadas por professores de dança, que contam com a ajuda de voluntários. Alguns deles iam à escola acompanhar familiares e depois aderiram ao programa. É o caso da estudante Beatriz Carella Bueno, 17 anos. Há dois anos acompanha a irmã, Marianna, que este ano passou no vestibular para o curso de Terapia Ocupacional, começou a trabalhar e deixou as aulas. “Vinha como acompanhante, mas vou prosseguir como voluntária porque gosto da dança e também porque sei o quanto é difícil para eles (deficientes) não poderem realizar alguns de seus desejos. A gente também se sente feliz quando doa um pouco àqueles que necessitam.”

As aulas reúnem públicos de várias faixas etárias e histórias de superação como a da estudante de psicologia Graziely Stivaletti, 20 anos, que frequenta o programa desde sua criação e é velha conhecida dos funcionários da escola.
Graziely começou a fazer balé quando tinha 8 anos, ocasião em que perdeu a visão após passar por tratamento contra a leucemia. “Também estudei (balé) em outras escolas e voltei para cá porque queria aprender outros ritmos. Estava cansada da mesmice. Tenho paixão pela dança e pretendo me tornar professora de dança”, revela.
A Secretaria de Educação da Prefeitura de São Bernardo disponibiliza veículos para os deficientes visuais frequentarem as aulas. Para participar é preciso se inscrever. O interessado pode frequentar o Dança Inclusiva pelo tempo que desejar. Outras informações pelo telefone 4121-4591.

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