Vereador de Diadema propõe congelamento de empreendimentos habitacionais | Diário Regional

Vereador de Diadema propõe congelamento de empreendimentos habitacionais

20/04/2014 13:45
Print Friendly

Maninho: “a cidade já sofre nas áreas da educação e saúde”. Foto: Eberly Laurindo especial para o DRProjeto que promete ser polêmico foi apresentado pelo vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), em dezembro de 2013. O parlamentar propõe que seja proibida a construção de edifícios de apartamentos ou conjuntos residenciais verticais. A medida exclui apenas conjuntos destinados às famílias de baixa renda, que atendam à modalidade de habitação de interesse social (HIS).

“Com o número atual de habitantes, a cidade já sofre nas áreas da educação, saúde e mobilidade. Não tem vagas para todas as crianças na educação infantil, não tem médicos para todo mundo, o trânsito está cada dia mais caótico”, justificou Maninho.

O vereador imagina que o projeto vá receber muita resistência e sofrer pressão do setor imobiliário, mas mesmo que não seja aprovado, acredita que seja possível estimular o debate. “O orçamento da cidade não acompanha a evolução do aumento da população e isso vai nos trazer muitos problemas no futuro se não houver controle sobre esse crescimento”, completou.

Impedimento
O professor de Planejamento Urbano e Metropolitano da Universidade Federal do ABC (UFABC), Joel Pereira Felipe, afirma que não existe, até o momento, qualquer tipo de impedimento para novas residências em nenhuma cidade do país. “Existe processo de renovação urbana inevitável. As casas antigas, dentro de vilas, com o passar do tempo, vão sendo substituídas por prédios e onde antes viviam dez famílias, passam a viver 80. Por isso o plano diretor é tão importante, pois cria diretrizes e regras para essa transformação”, afirmou.

Felipe cita a revisão que está sendo feita no plano diretor de São Paulo, para evitar o adensamento em áreas distantes de corredores de ônibus e estações de metrô, por exemplo. “É claro que vai existir muita pressão das empresas construtoras.Porém, a sociedade tem de se organizar para acompanhar essas mudanças e pressionar para que o uso do solo seja benéfico para todos”, concluiu.

Palavras-chave:


Comente esta matéria


Atenção! O comentário aqui postado é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do Diário Regional. Comentários discriminatórios ( contra raça, sexualidade, cor, crença e outros) , que violem a lei, a moral e os bons costumes poderão ser denunciados pelos internautas , removidos ou não publicados pela redação.
%d blogueiros gostam disto: