Vaivém de liminares bagunça início da Série B | Diário Regional

Vaivém de liminares bagunça início da Série B

18/04/2014 5:59
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Cordeiro: “Não podemos desobedecer ação”. Foto: ArquivoA Série B do Brasileiro começa hoje (18), com 20 clubes, mas há grandes chances de que não termine assim. Até o início da noite de ontem, a Portuguesa havia decidido não estrear no torneio hoje, às 19h30, contra o Joinville-SC, fora de casa. A juíza Adaisa Bernardi Isaac Halpern, do Foro Regional da Penha, em São Paulo, acolheu ontem a ação movida pelo torcedor Renato de Britto Azevedo, contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A juíza determinou, por meio de liminar, a recondução da Portuguesa à Série A do Campeonato Brasileiro, com a devolução dos quatro pontos tirados do clube pela escalação irregular do meia Héverton, na última rodada do Nacional do ano passado, diante do Grêmio.

“A ação não é nossa, mas não podemos desobedecê-la. O clube tem de acatar a decisão da Justiça quando é favorável e quando não é, também”, afirmou Orlando Cordeiro, vice-presidente jurídico da Lusa, à Folha de S.Paulo. “Comunicamos a CBF de que vamos cumpri-la”, disse Cordeiro. O time já estava em Santa Catarina para a partida. “Neste momento, estamos na Série A”, afirmou.

Icasa
O cearense Icasa vive situação inversa à dos paulistas. A Justiça acatou pedido da CBF e cassou, na noite de quarta-feira, a liminar que havia conduzido o clube cearense à Série A deste ano. O Icasa pleiteia na Justiça vaga na primeira divisão devido a uma irregularidade envolvendo o Figueirense.

O clube de Santa Catarina escalou irregularmente o jogador Luan, na segunda rodada da Série B de 2013 – o mesmo que fez a Lusa com Héverton. Porém, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não puniu os catarinenses. “Nossa ação não é contra o Figueirense, mas a favor do nosso acesso à Série A”, afirmou Carlos Eduardo Guerra, advogado do Icasa na ação. O Icasa entende que o time catarinense deveria ter sido punido com a perda de seis pontos.

Como não houve punição, o Figueirense, quarto colocado da Série B de 2013, foi promovido à elite. O Icasa terminou em quinto, com apenas um ponto a menos que o Figueirense. “Vamos recorrer dessa decisão. Porém, se não a conseguirmos, vamos querer indenização por perdas para permanecer na Série B”, afirma Carlos Guerra.

O advogado do Icasa pede R$ 33 milhões na ação. O montante contempla a diferença entre as cotas de TV das Séries A e B, possível patrocínio de camisa que poderia ser obtido se o Icasa jogasse a primeira divisão e as perdas com rendas de jogos contra os times da elite.
Mesmo antes da cassação da liminar, o Icasa já havia decidido entrar em campo contra a Ponte Preta hoje. “A delegação já estava em Campinas. Jogar a Série B não impede a ação de seguir e de podermos jogar a Série A ainda em 2014”, afirma Guerra.

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