Região fecha 410 vagas em março e tem pior saldo para o mês desde 2009 | Diário Regional

Região fecha 410 vagas em março e tem pior saldo para o mês desde 2009

18/04/2014 14:27
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Saldo foi novamente prejudicado pela forte retração do emprego na indústria, que registrou o fechamento de 1.122 postos. Foto: ArquivoO mercado de trabalho com carteira assinada do ABC voltou a apresentar, em 2014, trajetória errática, marcada pela oscilação entre saldos positivos e negativos. Em março, as empresas da região fecharam 410 vagas, como resultado de 30.332 admissões e 29.922 desligamentos. A indústria deu a principal contribuição negativa do mês.

O saldo negativo de março joga um balde de água fria sobre o bom resultado de fevereiro, quando foram criadas 2.452 vagas. O desempenho é o pior para meses de março desde 2009, ano que se seguiu à quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, a qual deflagrou crise financeira que ainda provoca efeitos negativos na economia global.

No acumulado do primeiro trimestre, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, revelou o fechamento de 567 vagas com carteira na região. O saldo é pior que o do mesmo período do ano passado, quando foram criados 4.587 postos de trabalho.

Em março, o saldo foi novamente prejudicado pela forte retração do emprego na indústria, que registrou o fechamento de 1.122 vagas. É o sexto resultado negativo consecutivo – nesse período, o setor fabril acumula quase 7,2 mil demissões. Os dados se assemelham aos divulgados, na quarta-feira, pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), que apontam o fechamento de 1.150 postos em março e de 11.750 nos últimos 12 meses.

O setor vem sofrendo, desde 2011, com o cenário internacional adverso – agravado este ano pela crise na Argentina, principal parceiro regional do Brasil –, com a queda na demanda interna e com a perda de competitividade. Especificamente no setor automotivo, a situação é agravada pela redução dos incentivos fiscais, pelo aumento nos juros e pelo aperto no crédito. O comércio, por sua vez, fechou 316 vagas em março no ABC, como reflexo do fim da temporada de verão. É o quarto resultado negativo consecutivo e, nesse período, o setor eliminou 2.065 postos.

No sentido contrário, a construção criou 356 vagas em março, puxadas pela retomada do ritmo de lançamentos de prédios residenciais, segundo avaliação da Associação de Construtores, Imobiliárias e Administradores do ABC (ACIGABC). O setor de serviços, por sua vez, criou 668 empregos.

Municípios
Dos sete municípios, quatro eliminaram vagas em março. O pior resultado foi o de Diadema, que fechou 638 empregos formais (queda de 0,6% na ocupação), prejudicado por demissões na indústria e no comércio. No sentido contrário, o melhor desempenho foi o de São Bernardo, que criou 279 postos de trabalho (alta de 0,10% no estoque de vagas), impulsionado pelos serviços.

Ainda segundo o Caged, o Brasil criou 13.117 empregos em março, pior resultado para o mês em 15 anos. Porém, segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o resultado não altera a previsão de criar
1,5 milhão de vagas em 2014.

Para o ministro, o setor de serviços deve contratar de abril a maio, antevendo a maior demanda de consumidores e turistas durante o Mundial. “Estimamos a contratação de 175 mil pessoas para a Copa”, disse.

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