Aos 87 anos, morre o escritor colombiano Gabriel García Márquez | Diário Regional

Aos 87 anos, morre o escritor colombiano Gabriel García Márquez

18/04/2014 6:49
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Autor lutava contra a reincidência de câncer nos pulmões, gânglios e fígado. Foto: DivulgaçãoRodeado de parentes e amigos, morreu na tarde de quinta-feira (17), na Cidade do México, o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, o escritor e jornalista morreu em casa, aos 87 anos.

A notícia foi confirmada pelo Conselho Nacional da Cultura e das Artes, pela rede de televisão venezuelana Telesur e pelo jornal espanhol El País.

Nascido em Aracataca, na Colômbia, no dia 7 de março de 1927, García Márquez, que era também jornalista, vivia atualmente no México. Entre seus livros mais conhecidos, destacam-se Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos do Cólera.

“Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos!”, escreveu o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em sua conta pessoal no Twitter. Na mensagem, Santos manifestou solidariedade e prestou condolências à família de García Márquez.

Poucas horas após a morte do escritor Gabriel García Márquez, frases, fotos e citações do autor invadiram as páginas de redes sociais em sua homenagem.

No Twitter, mensagens sobre a vida e a obra de García Márquez estão entre os principais assuntos, sob as hashtags #GraciasGabo (obrigada, Gabo, em espanhol), #DescansaEnPazGabo, #CemAnosDeSolidão, #OAmorNosTemposDoColera, #RIPGabo (rest in peace, descanse em paz, em inglês), entre outros.

No Facebook, usuários também postam homenagens ao escritor colombiano, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982.

O presidente da Colômbia, onde o escritor nasceu, Juan Manuel Santos, em sua página no Twitter, postou: “Mil anos de solidão e tristeza pela morte do maior colombiano de todos os tempos! Os gigantes nunca morrem”.  Na mesma rede social, o presidente do Equador, Rafael Correa, escreveu: “Perdemos o Gabo, teremos anos de solidão, mas ficam as suas obras e o amor pela Grande Pátria. Até a vitória, sempre, Gabo querido.”

O ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, postou no Twitter um agradecimento ao conterrâneo: “Obrigada, sempre, milhões de habitantes do planeta se apaixonaram por nossa pátria porque ficaram fascinados por suas obras.”

O presidente do México, onde o autor colombiano morava, Henrique Peña Nieto, usou a mesma rede social, para lamentar a morte daquele que considera um dos maiores escritores de todos os tempos. “Nascido na Colômbia, por décadas, fez do México seu lugar, enriquecendo nossa vida nacional. Descanse em paz”, disse Peña Nieto.

Também pelo Twitter, o presidente peruano, Ollanta Humala, expressou pesar pela perda do escritor. “A América Latina e o mundo sentirão a partida deste sonhador. Que descanses em paz Gabriel García Márquez em Macondo”, escreveu Humalla, referindo-se à cidade fictícia em que se desenvolve a trama de Cem Anos de Solidão, uma de suas mais conhecidas obras. Também se destacam O Amor nos Tempos do Cólera, Memórias de Minhas Putas Tristes, A Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada e Ninguém Escreve ao Coronel.

Também no Twitter, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicou um agradecimento a Gabriel García Márquez pelo “realismo mágico de seu trabalho e a magia que realizou na história literária”.

A Fundação Casa de Jorge Amado, instituição sem fins lucrativos que preserva e divulga o acervo do autor brasileiro, prestou homenagens ao escritor colombiano por meio do Twitter com uma foto de Amado e Márquez tirada pela esposa do brasileiro, Zélia Gattai, em um festival literário, na França, na década de 1970.

A cantora Shakira, conterrânea de García Márquez, também publicou na rede social uma foto com o escritor, com a citação de uma das obras do colombiano e disse que será difícil despedir-se dele. O escritor brasileiro Paulo Coelho, por meio do Twitter, citou um trecho escrito por Márquez: “A vida não é a que a gente viveu e, sim, a que a gente recorda, e como recorda, para contá-la”.

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