Celso Frateschi representa drama de Horácio em São Bernardo | Diário Regional

Celso Frateschi representa drama de Horácio em São Bernardo

17/04/2014 8:08
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Foto: DivulgaçãoO Centro Cultural Jácomo Guazzelli (rua Rosa Pacheco, 201, Ferrazópolis), em São Bernardo, receberá no dia 21 deste mês, às 15h, o monólogo Horácio, de Heinner Muller. O espetáculo, interpretado há 20 anos pelo ator Celso Frateschi, será apresentado nos dias 12, 22 e 29 de maio, às 20h, respectivamente, no Centro Cultural Lázaro Pinto de Azevedo (rua Alfredo Bernardo Leite, 1.205, Bairro Taboão), Emeb Irmã Maria Odete (rua da Comunidade, 160, Vila São Pedro) e E.E Dr. José Gonçalves de Andrade Figueira (rua Fernando Pessoa, 192, Jardim Represa). A peça é recomendada para maiores de 14 anos.

O enredo tem como pano de fundo o conflito entre as cidades de Roma e Alba, que ao mesmo estão sendo ameaçadas pelos Etruscos. Para não enfraquecer os exércitos contra o inimigo comum, os chefes decidem que apenas um guerreiro lutará por Roma contra outro que defenderá Alba, Curácio.

Horácio vence o confronto e mata o adversário. Só que após a vitória perde a cabeça e mata a própria irmã, que era noiva de Curácio, porque ela era contrária às batalhas e, com a morte do amado, passa a rejeitar e ignorar o irmão e suas conquistas. Por conta da tragédia, os romanos cessam os festejos da vitória, tiram a espada das mãos de Horácio e se organizam para tentar entender e julgar sua atitude, divididos em considerá-lo herói ou assassino.

Gratuitas, as apresentações fazem parte de projeto do teatro Ágora – produz o espetáculo – e visam contribuir para reaproximação do público com o teatro como forma de elaboração das questões vividas em sociedade. Para isso, escolheu-se esta peça, que favorece a interação do público.

Em Horácio, Frateschi estimula a participação da plateia, que se envolve em um processo de reflexão, posicionando-se como em um tribunal. Afinal, Horácio é um herói ou assassino? Ao longo da encenação, o público enfrenta a síntese dessa contradição e é colocado diante de questões inquietantes.

A história, a qualidade da interpretação e sua simplicidade – o espetáculo é feito por um único ator, usando um figurino simples, uma máscara e uma moeda, em um espaço sem cenário ou adereços – aproximam o teatro do público, que, ao final, é convidado para um debate.

No espetáculo, o ator usa a experiência de professor para despertar a curiosidade sobre o teatro, fazendo da circulação de Horácio essencialmente um trabalho de formação de público. Ao mesmo tempo, a estratégia adotada inverte a dinâmica de deslocar as pessoas até a obra, já que nesse projeto o ator vai até o público. A peça já rendeu a Frateschi o Prêmio Shell de Melhor Ator.



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