Aprovação de empréstimo causa polêmica em São Bernardo | Diário Regional

Aprovação de empréstimo causa polêmica em São Bernardo

17/04/2014 12:00
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José Ferreira e Marcelo Lima trocaram ofensas longe dos microfones e tiveram de ser apartados pelos colegas - Foto: Carlos Carvalho especial para o DRA Câmara de São Bernardo aprovou por unanimidade, ontem (16), projeto de lei do Executivo que prevê a contratação de financiamento junto à Caixa Econômica Federal no valor de R$ 82,8 milhões, visando ao investimento no projeto de Urbanização Integrada Batistini, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2- Pró-Moradia. Mesmo com o consenso dos vereadores, a matéria foi objeto de polêmica durante a sessão.

A propositura foi protocolada no Legislativo 15 minutos após o inicio da sessão e entrou na pauta em regime de urgência. Os oposicionistas reclamaram. “Essa é mais uma demonstração da falta de respeito do Executivo com esta Casa. O prefeito (Luiz Marinho, PT) quer passar o rolo- compressor e aprovar de qualquer maneira este projeto”, destacou Julinho Fuzari (PPS).

O oposicionista afirmou que o projeto não poderia entrar na pauta como urgência, porque uma das 15 assinaturas necessárias no requerimento não foi identificada. Foi preciso a ajuda do departamento jurídico da Casa para fazer a identificação da rubrica que pertencia ao vereador Roberto Palhinha (PTdoB). Apesar do esclarecimento, Fuzari pretende entrar com representação contra a votação.

O projeto foi aprovado com 26 votos a favor. Logo depois, o presidente da Câmara, Tião Mateus (PT), abriu a palavra para os parlamentares que queriam declarar voto. Nesse momento, vereadores do PT e do PPS passaram a trocar farpas. O primeiro foi Paulo Dias (PT), que afirmou que a gestão de Marinho fez mais do que as administrações passadas na área da habitação. Osvaldo Camargo (PPS) retrucou. “O governo tem de tomar cuidado para que a secretária Tássia (Regino, da habitação) não fique na mesma situação da Cleuza (Repulho, secretária de Educação)”, afirmou o popular-socialista, fazendo analogia à crise que vive a chefe da pasta da Educação devido a denúncias de suposto superfaturamento de kits escolares por parte do Ministério Público.

Declarações

O líder de governo, José Ferreira (PT), resolveu atacar o vereador e presidente do PPS, Marcelo Lima. “A sua família comprou um terreno irregular no Jardim Falcão e agora o senhor quer reclamar da prefeitura?”, questionou o parlamentar. O popular-socialista rebateu fortemente as declarações do petista. “O senhor não tem o direito de falar sobre a minha família. Quero que o senhor pegue a sua declaração e engula, pois o senhor não tem moral para falar sobre a minha família”, afirmou.

Os dois legisladores passaram ao bater-boca, chegando a proferir ofensas longe dos microfones da Casa. Ambos tiveram que ser apartados pelos demais parlamentares. Tião Mateus suspendeu a sessão até que os ânimos fossem acalmados e encerrou os trabalhos.

Para Mateus, a situação demonstrou a necessidade de um Código de Ética para o Legislativo. “Agora vocês viram porque quero o Código de Ética. Não pode acontecer isso, dois vereadores discutindo desse jeito em um projeto que foi aprovado. Ninguém pode ofender ninguém. Não consigo entender”, explicou.

Projeto

Segundo a prefeitura, a Urbanização Integrada do Assentamento Batistini beneficiará 2.417 famílias. “Serão executadas obras de infraestrutura urbana na área de assentamento, consolidando 1.448 moradias, com melhorias habitacionais, quando necessário, produção de 305 novas moradias na própria área, e reserva de espaço para implantação de equipamento social. Além disso, outras 664 famílias do núcleo serão reassentadas no conjunto habitacional a ser construído em área contígua, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal.”



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