Sem discutir visita de Cleuza, Marinho ouve base | Diário Regional

Sem discutir visita de Cleuza, Marinho ouve base

16/04/2014 7:59
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Marinho não abordou a situação de Índio, que assinou pedido de CPI. Foto: ArquivoEm reunião com a base governista, realizada ontem (15), o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), ouviu queixas sobre a falta de “sintonia” entre os vereadores e o secretariado e prometeu se reunir com sua equipe de governo para melhorar o relacionamento entre poderes. Ao contrário do que era esperado, o petista não discutiu a possível visita à Câmara da secretária de Educação, Cleuza Repulho, apesar de a chefe da pasta já ter dito aos governistas que estaria disposta a dar explicações sobre as suspeitas levantadas pelo Ministério Público (MP) de superfaturamento na compra de kits de uniforme e material escolar pela prefeitura.

À tarde, antes do encontro com o prefeito, o presidente da Câmara, Tião Mateus (PT), afirmou à reportagem do Diário Regional que os detalhes para a visita seriam acertadas durante a reunião. “Como falei aos jornalistas na semana passada, vamos resolver isso hoje (ontem)”, disse. Porém, não foi o que aconteceu.

Marinho afirmou que vai estudar os pedidos dos vereadores e, para isso, pretende se reunir com os secretários a fim de cobrar melhor relacionamento com a base. A falta de atendimento às reivindicações pelos secretários foi motivo de reclamações por parte dos aliados, entre eles José Alves da Silva, o Índio (PR) – que, insatisfeito com o tratamento recebido pelo secretariado, assinou o requerimento que pede a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as suspeitas levantadas pelo MP sobre a gestão de Cleuza Repulho.

Em reunião com os 12 dos 19 vereadores da base de sustentação, na semana passada, a secretária explicou que todas as atas usadas nas licitações estavam dentro da lei e que a equipe dela não tinha participado de nenhum esquema fraudulento.

Em princípio, a reunião com Cleuza Repulho na Câmara seria feita a portas fechadas com a presença apenas dos 19 vereadores da base, mas o bloco oposicionista apresentou contraproposta e pediu para que Cleuza conversasse com os 28 vereadores e com a presença da imprensa.

Índio
Marinho também não abordou a situação de Índio, que teria sido impedido de participar da tradicional reunião semanal da base com o secretário de Governo, José Albino (PT), na semana passada, a fim de debater a pauta do Executivo na Câmara. Segundo o republicano, o secretário argumentou que o governo já o via como “oposicionista”.

Índio, que ainda se considera governista, quer conversar com o prefeito e promete manter a posição de independência. “Sou firme em minhas decisões. Não vou mudar o que fiz, mas quero conversar com o Marinho para mostrar que não tenho nada contra ele”, afirmou.

Projeto
O Executivo enviou um único projeto a ser debatido na sessão de hoje: a adequação do limite de contrato para funcionários dos programas Segundo Tempo e Tempo de Escola. Atualmente, os contratos têm limite de seis meses com possibilidade de renovação por mais um semestre. Caso o projeto seja aprovado, os contratos passam a ter duração de um ano com possível renovação por igual período – limite estipulado pela constituição.

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