Pms e manifestantes entram em confronto na Capital | Diário Regional

Pms e manifestantes entram em confronto na Capital

16/04/2014 7:56
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Manifestação anti-Copa teve depredação, bombas caseiras e prisão. Foto: Fabio Vieira Fotoarena FolhapressUm grupo de manifestantes entrou em confronto com policiais militares por volta das 21h30 de ontem (15) durante novo ato anti-Copa. A confusão teve início quando o protesto começava a dispersar, já próximo à estação Butantã do metrô. Dezenas de manifestantes foram detidos.

A situação no protesto, que começou por volta das 18h, na avenida Paulista, ficou mais tensa quando um grupo de “black blocs” depredou duas agências bancárias – uma do Santander e outra do HSBC- e jogou pedras contra os policiais. A polícia então revidou com cassetetes.

Com o confronto, muitos manifestantes correram em direção à estação Butantã do metrô. Grande número de policiais também entrou na estação. Ao menos um “black bloc” foi ferido na cabeça durante o tumulto. Algumas pessoas também foram detidas para averiguação.

Antes de chegar à região do Butantã, alguns manifestantes picharam ônibus, muros e até um relógio de rua na avenida Rebouças. Também lançaram bombas caseiras contra os policiais, que na ocasião não revidaram. Um PM atingido chegou a dizer à reportagem que não se feriu.

Protesto
Assim como nos dois últimos atos contrários a Copa do Mundo, realizados na Capital paulista, um grupo de manifestantes mascarados fez um cordão de isolamento que os deixou afastados dos policiais militares durante a maior parte do ato. Isso havia evitado confronto em outros atos. Antes do início da passeata, os manifestantes fizeram faixas no vão livre do Masp. Um grupo chegou a queimar uma bandeira do Brasil no local.

Além de mensagens contra a Copa, as faixas carregadas pelos manifestantes também traziam mensagens contra a precariedade na saúde e lembraram a pesquisa do Ipea sobre estupro, afirmando que “nenhuma mulher merece ser estuprada e nem maltratada nos serviços de saúde”.

Com a cobertura da mídia estrangeira, os manifestantes também começaram a fazer faixas com inscrições em inglês. Em um deles, a tradução era “se não tiver hospital, não vai ter Copa”.
Grupo anti-homofobia também participou do ato com gritos de “as bi, as gay, as travas e as sapatão na luta organizada contra a Copa do patrão”.

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