Prefeituras do ABC descuparam 53% das casas em risco alto | Diário Regional

Prefeituras do ABC descuparam 53% das casas em risco alto

15/04/2014 7:26
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De um total de 630 residências, 337 já foram desocupadas. Foto: ArquivoAs prefeituras do ABC – exceto São Caetano – removeram, desde novembro de 2013, 53% das famílias que moravam em áreas de risco níveis 3 e 4 (alto e muito alto). De um total de 630 residências, 337 já foram desocupadas. O número de notificações é mais acelerado e já foi completamente realizado pelas Prefeituras de São Bernardo, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires. Somadas às notificações feitas pelas administrações de Santo André e Mauá, que ainda não foram finalizadas, totalizam 550 unidades notificadas. O balanço foi divulgado na manhã de ontem (14), após a assembleia mensal dos prefeitos no Consórcio Intermunicipal do ABC.

Levantamento feito pe­lo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a pedido do Grupo Temático Gestão de Riscos do Consórcio, revelou que a região conta com 2.288 residências em áreas de risco. Em novembro, a entidade solicitou à Companhia de Desenvolvimento Social e Urbano (CDHU) ajuda para pagamento de bolsa aluguel às famílias removidas.

O acordo deve ser assinado este mês. “Dependemos de uma resposta do governo estadual. Uma vez assinados, os contratos preveem repasse de 50% dos valores pagos, considerando um teto de R$ 400, por um período de até 36 meses”, explicou o secretário executivo da autarquia, Luis Paulo Bresciani.

Cidades como Santo André e Diadema, cujo valor do auxílio é superior ao teto do governo, vão pagar mais do que 50% pelo benefício. O pagamento dos valores referentes aos aluguéis sociais pagos desde as primeiras remoções com recursos municipais ainda está em discussão. “Existe resistência por parte do governo do Estado. Porém, o importante é que o acordo vai garantir o repasse por um período de 36 meses e não haverá prejuízo para as prefeituras”, completou o secretário.

Projetos
Das 630 famílias que devem ser removidas, 328 já estão cadastradas em projetos habitacionais. Os acordos com as prefeituras vão tratar, também, da viabilidade de outras 302 unidades habitacionais com aportes do Programa Casa Paulista, mantido pelo governo estadual. “As administrações têm até o dia 30 de novembro para apresentar os projetos. Na medida em que as residências forem sendo entregues, as famílias serão desvinculadas dos programas de auxílio aluguel e aluguel social”, destacou Bresciani.

Levantamento realizado pelo Consórcio estimou em R$ 9 milhões os gastos totais com 630 alugueis sociais por um período de 36 meses. Até o momento, as prefeituras têm um gasto mensal de R$ 139 mil com os benefícios pagos às 337 famílias já removidas (os valores não incluem famílias beneficiadas em remoções anteriores, somente às que foram identificadas no levantamento do IPT).

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