FGV vai entregar auditoria da Craisa até sexta | Diário Regional

FGV vai entregar auditoria da Craisa até sexta

15/04/2014 11:36
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Rocha viu a dívida aumentar de R$ 17 milhões para R$ 20 milhões após laudo preliminar. Foto: ArquivoO superintendente da Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André (Craisa), Helio Tomaz Rocha, espera que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) entregue o relatório de conformidade, uma espécie de auditoria nas contas da autarquia, até a próxima sexta-feira (18). O documento avalia as causas da dívida de  R$ 20 milhões, em especial no quadriênio do prefeito Aidan Ravin (PSB, 2009-2012), e é esperado desde setembro de 2013.

Quando assumiu ao posto no início do ano passado, Rocha alegou que a dívida era de R$ 17 milhões, mas débitos da ordem de R$ 3 foram encontrados em laudo preliminar da FGV, o que elevou o passivo a R$ 20 milhões. Além de dívidas trabalhistas, como férias, há também sonegação de impostos e apropriações indébitas.

O documento a ser expedido pela FGV também é de interesse da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para avaliar as dívidas e possíveis irregularidades na Craisa entre 1992 e 2012. “A peça é fundamentalíssima para a CPI, porque vai explicar aspectos técnicos”, comentou o presidente da Comissão, José Montoro Filho, o Montorinho (PT). Tanto o superintendente da autarquia quanto o petista pretendem encaminhar os relatórios ao Ministério Público (MP).

Há duas semanas, os vereadores prorrogaram o prazo da CPI por mais 60 dias que devem estender as reuniões e oitivas até meados de junho. O superintendente alegou que está acompanhando os trabalhos de investigação e colaborando com as investigações. “Para mim também não é boa a dinâmica da CPI, porque tenho de parar meu serviço para procurar documentos”, comentou.

Montorinho alegou que CPI não é sinônimo de oitiva e que quer tempo para avaliar a papelada, estimada em dez pastas. Não houve convocações de depoentes na sexta-feira passada (11), nem haverá na próxima – feriado -, mas o petista argumenta que as semanas serviram para analise do material.

Instaurada em abril do ano passado, a CPI disputa na Justiça para composição de seus integrantes, que foi deferida somente no fim do ano. As atividades retornaram neste ano. O atual superintendente da autarquia, dois ex-superintendentes, ex-fornecedores, concessionários e funcionários da prefeitura já foram ouvidos até o momento. Hoje, 677 pessoas trabalham na Craisa.

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