COI reforça sinal de alerta sobre Rio-16 | Diário Regional

COI reforça sinal de alerta sobre Rio-16

13/04/2014 9:51
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Obras do Complexo Esportivo Deodoro, que vai abrigar 11 modalidades. Foto:FolhapressA pouco mais de dois anos para os Jogos Olímpicos-2016, no Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Internacional (COI) mostra-se bastante preocupado com o andamento das obras destinadas à realização do evento. Em entrevista ao jornal The Ney York Times, publicada ontem (12), Francesco Ricci Bitti, membro da Comissão de Coordenação da Olimpíada-2016, que atua sob supervisão do COI, afirmou que o “sinal de alerta” emitido pelas autoridades é fundamental para evitar cenário ainda pior.

“Talvez estejamos sendo vistos como os ‘bad boys’ neste momento, mas somos os aliados mais importantes dos organizadores brasileiros. O cronograma está muito, muito atrasado, e poucas federações estão confiantes de que tudo aquilo que foi prometido será entregue”, disse Bitti, que também é presidente da Associação das Federações Internacionais Olímpicas de Verão e da Federação Internacional de Tênis
Após uma série de críticas de federações internacionais ao atual estágio das obras para a Rio-2016, o COI anunciou, na última quinta-feira, uma intervenção nos trabalhos de preparação do evento. As principais preocupações das autoridades olímpicas referem-se ao Complexo Esportivo Deodoro, que abrigará 11 modalidades nos Jogos, e ao campo de golfe.

Depois da pressão da entidade, a organização definiu a data de publicação do edital de licitação para o complexo: dia 17 de abril. As obras deveriam ter começado no ano passado. “Obviamente não é um prazer enviar esta mensagem forte, mas estamos com medo de que os atrasos se agravem por causa da Copa do Mundo e das eleições”, disse Bitti ao The New York Times. “O governo precisa se mover. A comissão organizadora tem fluxo de caixa muito menor do que eles precisam”, acrescentou.

Pior crise
Para Michael Payne, ex-diretor de Marketing do COI, a situação encontrada no Rio de Janeiro é uma das piores crises com as quais a entidade se deparou em relação à entrega da Olimpíada. “A última vez que tivemos uma crise com esse nível de impacto sobre os Jogos foi nos boicotes de 1980 e 1984, em Moscou e Los Angeles, respectivamente”, lembrou Payne.

Dentre as medidas do COI figuram o envio ao Rio de Janeiro, nesta semana, de um dirigente para resolver os problemas de cronograma. O encarregado será o diretor executivo Gilbert Felli, que também pretende ir à sede dos Jogos de 2016 regularmente para controlar a situação. Felli tem reunião agendada para amanhã com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

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