Auditoria na Câmara de São Bernardo de caminha para o esquecimento | Diário Regional

Auditoria na Câmara de São Bernardo de caminha para o esquecimento

13/04/2014 13:02
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Para Landi, Câmara poderia ter usado parte do dinheiro devolvido na auditoria. Foto: ArquivoA auditoria na obra do Anexo II da Câmara de São Bernardo está a caminho do esquecimento. A tentativa das bancadas de DEM e PSD para colocar em pauta requerimento pedindo informações sobre a investigação autorizada pela Casa em 2013 perde apoios a cada semana. Segundo Fábio Landi (PSD), os vereadores sequer dão motivos para rejeitar o projeto.

“No momento em que mostro o requerimento, os vereadores olham e simplesmente dizem que não vão assiná-lo. Não consigo entender isso, pois no ano passado a autorização foi aprovada por unanimidade”, disse o peessedista.

Na sessão da última quarta-feira (9), apenas dez parlamentares assinaram o projeto: Fábio Landi e Rafael Demarchi (ambos do PSD); Mauro Miaguti e Reginaldo Ferreira da Silva, o Reginaldo Burguês (ambos do DEM); Estevão Camolesi, Julinho Fuzari, Manuel Martins, Marcelo Lima e Osvaldo Camargo (todos do PPS); e José Alves da Silva, o Índio (PR). Para o requerimento entrar em pauta é necessário o apoio de 15 dos 28 vereadores.

Segundo o presidente da Câmara, Tião Mateus (PT), a auditoria ainda está sendo analisada pelo departamento financeiro. O petista informou que quatro empresas encaminharam orça­men­tos para o trabalho e que a menor foi de R$ 150 mil, mas Mateus afirmou que quer valor mais baixo.
Para Fábio Landi, o presidente da Casa poderia ter usado parte dos R$ 8,5 milhões devolvidos à prefeitura para realizá-la, mas o petista já indicou que não quer desembolsar muito dinheiro para realizar a auditoria e que pretende fazer economia maior neste ano.

Nos bastidores circula a informação de que a auditoria não sai devido a um suposto acordo entre o governo e o ex-presidente da Casa Hiroyuki Minami (PSDB), para que não haja nenhuma investigação sobre a obra. Em contrapartida, o tucano não assinaria projetos que poderiam prejudicar o Executivo, como o requerimento que visa a instaurar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de investigar suposto superfaturamento na compra de material escolar pela prefeitura. Quando questionado, Minami sempre nega esse acordo.

Justiça
Enquanto a Câmara são-bernardense não se decide sobre a questão, o suplente de vereador Junior Moreira (PSDB) entrou com ação no Ministério Público (MP) para que a promotoria faça a auditoria. Para Hiroyuki Minami, a iniciativa de Moreira visa tentar conseguir uma vaga no Legislativo no “tapetão”.
O tucano garantiu que não há irregularidades na obra iniciada em sua passagem pela presidência da Câmara e que só foi concluída em agosto do ano passado. Nem mesmo sobre o valor gasto. O anexo II foi orçado em R$ 28 milhões, mas exigiu R$ 34,1 milhões para ser concluído, segundo Tião Mateus.

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