Moradores aguardam urbanização do Jd. Santo André | Diário Regional

Moradores aguardam urbanização do Jd. Santo André

12/04/2014 20:58
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Alojamentos, feitos com madeira, estão podres; famílias aguardam moradia definitiva. Foto: Eberly Laurindo especial para o DRApesar do anúncio de R$ 400 milhões para urbanização do Jardim Santo André, em Santo André, feito em 2011, mais de 100 famílias permanecem em abrigos insalubres que deveriam ser provisórios. Todas foram removidas de áreas de risco, com a promessa de serem atendidas com unidades habitacionais definitivas em um prazo de até dois anos. “Assinei um papel e fiquei aguardando. Já vai fazer quatro anos e ninguém resolveu nada”, reclamou a aposentada Cleonice Maria da Conceição.

Os barracos são construí­dos com madeira. Possuem pouca ventilação e a maioria não conta com caixa d’água, já que as telhas não suportariam o peso. Nos dias quentes, torna-se impossível permanecer do lado de dentro. Nos dias de chuva, as goteiras e infiltrações atrapalham a vida dos moradores. “Fora a quanti­dade de ratos, baratas. Já achamos até cobras aqui”, reclamou o porteiro Alexandre da Silva, que mora com a esposa e mais quatro filhos.

“Ninguém está aqui porque quer. Tenho cinco filhos, mesmo que a prefeitura me inclua no auxílio aluguel, os proprietários não aceitam tantas crianças. Para onde vou com a minha família?”, questionou a dona de casa Juciene Torquato Oliveira. “Minhas crianças vivem doentes. A gente só quer uma moradia digna”, completou.

O vereador Antonio Rodrigues da Silva, o Tonho Lagoa (PRP), é morador da região e afirma que tem lutado sozinho pelas melhorias. “Liberaram R$ 400 milhões. É muito dinheiro. Até agora apenas removeram as famílias e estão terminando de construir 194 apartamentos”, reclamou. Segundo o parlamentar, já houve reunião com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), mas nenhuma solução foi apresentada.

Procurada, a Prefeitura de Santo André informou que o atendimento às famílias é responsabilidade da CDHU e que até o ano passado a manutenção das instalações dos alojamentos era feita pela administração municipal, com recursos estaduais. A CDHU, por sua vez, informou que “as áreas onde estão construídos os alojamentos foram transferidas à administração municipal,em 2010, por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e regularização da gleba”.

A autarquia informou, também, que “tem desenvolvido amplo trabalho de urbanização” no local. “Inicialmente, o atendimento às 2.073 famílias que residiam em áreas de risco foi realizado por meio de convênio, com recursos financeiros repassados pelo estado ao município para pagamento de auxílio-moradia e para a construção e manutenção dos núcleos provisórios até a viabilização das unidades habitacionais definitivas. Atualmente, as famílias em auxílio-moradia estão sob gestão do Estado e as do núcleo-pulmão (provisórios) pelo município, uma vez que estes foram edificados em área de domínio municipal.”

“A CDHU sempre ofereceu o benefício para as pessoas residentes nas moradias provisórias e, em virtude dos problemas relatados por algumas famílias, a companhia reiterou a proposta, mas os moradores preferiram permanecer no local. Os 194 imóveis em construção deverão ser entregues até julho. A destinação dessas unidades está sendo estudada pela companhia, considerando toda a demanda existente no momento, incluídas também as famílias que estão nos alojamentos”. Segundo a CDHU, já foram executados cerca de R$ 66 milhões do recurso.

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