‘Clássico’ dramático no Anacleto Campanella | Diário Regional

‘Clássico’ dramático no Anacleto Campanella

12/04/2014 4:44
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Márcio Griggio quer impor estilo do Azulão. Foto: ArquivoSão Caetano e Santo André já se enfrentaram 24 vezes na história dos dois clubes, mas nenhum confronto teve a mesma carga de dramaticidade que o de hoje (12), às 10h, no Estádio Anacleto Campanella, pela 19ª e última rodada da Série A2 do Campeonato Paulista. De um lado está o Azulão, ameaçado pelo rebaixamento – que, se concretizado, será o terceiro consecutivo e devolverá a equipe à terceira divisão paulista, da qual saiu há 16 anos, em 1998. Do outro está o Ramalhão, que mantém esperança de voltar à elite estadual.

Com 19 pontos, na 15ª posição, o São Caetano tem um caminho mais fácil para atingir seu objetivo de permanecer na Série A2 paulista. O Azulão escapa com uma vitória simples sobre o rival, mas pode se safar com um empate ou até mesmo com derrota, desde que três dos quatro adversários na luta contra o descenso – Rio Branco (18), Barueri (17), Itapirense (17) e Osasco (17) – não vençam seus jogos.

O Santo André tem 32 pontos, ocupa a sexta posição e, ao contrário do São Caetano, não depende apenas de suas próprias forças para voltar à primeira divisão estadual. Além de vencer o Azulão, a equipe do técnico Vilson Tadei precisa que ao menos dois de seus rivais na luta pelo acesso – São Bento (34), Marília (33) e Mirassol (33) – tropecem, o que significa derrota no caso do time de Sorocaba e empate no dos demais.

Para piorar a situação do Santo André, os três rivais diretos vão enfrentar equipes que não brigam para não cair, nem para subir e, por isso, jogam sem responsabilidade. Porém, só um decide em casa: o Mirassol, que recebe a Ferroviária. São Bento e Marília visitam Guaratinguetá e Catanduvense, respectivamente.

Um dérbi cercado de tanta expectativa assim só se viu em julho de 1999, quando São Caetano e São Caetano também se enfrentaram na última rodada da Série A2. Naquela oportunidade, ambos brigavam pelo acesso à elite. Para o Azulão bastava uma vitória simples sobre o rival. Para o Ramalhão era preciso vencer e torcer por um tropeço do América. Diante de um Anacleto Campanella – o mesmo palco de hoje – lotado, o Santo André venceu por 1 a 0, mas não comemorou – foi o time de Rio Preto que subiu.

“O Santo André tem grandes jogadores e um grande treinador, mas temos de impor nosso estilo”, ressaltou o técnico do São Caetano, Márcio Griggio, que era volante do São Caetano em 1999. Içado das categorias de base para livrar a equipe do rebaixamento após a demissão de Paulo Cezar Catanoce, o treinador tem dado conta do recado: em dois jogos obteve uma vitória e um empate.

Para a partida desta manhã, o técnico terá o retorno dos volantes Rodrigo Thiesen e Anselmo, que não atuaram na última rodada – empate por 1 a 1 com a Ferroviária, em Araraquara – por cumprirem suspensão. Em contrapartida, os meias Kleber e Danilo Bueno estão lesionados.

Sem problemas
Do outro lado, o técnico Vilson Tadei poderá repetir a escalação que derrotou a Catanduvense por 2 a 1, no último fim de semana, no Estádio Bruno José Daniel. Desde que chegou a Santo André, na nona rodada, o treinador tem feito boa campanha: são seis vitórias, três empates e apenas uma derrota.

“Clássico é aquele jogo de que qualquer um gosta de jogar. Quem entrar em campo precisa dar seu máximo. Se possível pretendo colaborar com o gol, que pode ser muito importante para alcançar o acesso”, afirmou o atacante Müller Fernandes.

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