Josa prepara projeto contra assédio no ônibus | Diário Regional

Josa prepara projeto contra assédio no ônibus

09/04/2014 15:00
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Josa: “assédio sexual nos coletivos é crime”. Foto: Eberly Laurindo especial para o DRO vereador de Diadema Josemundo Dario Queiroz, o Josa Queiroz (PT), vai apresentar na Câmara projeto que visa combater casos de assédio sexual no transporte coletivo da cidade. A ideia é implementar programa municipal de combate ao crime. Com o slogan “Assédio sexual no ônibus é crime”, o projeto prevê campanhas educativas e que não recriminem a mulher (por suas roupas, por exemplo), confecção de cartilhas contendo o passo a passo para denúncias e anúncios nos ônibus, entre outras medidas.

“Seremos a primeira cidade da região a adotar essa iniciativa. O projeto procura mostrar que é preciso ações mais duras por parte do poder público (na questão do assédio a mulheres). São inadmissíveis as notícias que temos acompanhado, de pesquisas que culpam as mulheres por usar determinada roupa ou ter um determinado comportamento”, esclareceu o petista. “A ideia é não só Diadema ser pioneira nessa iniciativa, como também levá-la para outras cidades. Que a gente possa ter políticas voltadas, principalmente, para a repressão a esses crimes”, completou.

Segundo Josa, os próximos passos são agendar uma reunião com os responsáveis pela Delegacia da Mulher no município e também com as empresas de ônibus. A ideia é que as mulheres possam fazer denúncias on-line, pela internet ou por mensagens de texto, informando o número do veículo, semelhante ao que já ocorre no Metrô. “As empresas podem usar os mecanismos existentes, como o GPS (sistema de posicionamento global) para localizar o veículo e as câmeras de segurança dos coletivos.”

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1 Comentário

  • José Maia

    Meu Deus, é de desesperar ver tanta inteligência em um só parlamentar. Engraçado que fazer com que os munícipes sejam transportados com qualidade e dignidade este senhor não faz.
    O assédio seria solucionado automaticamente se as pessoas pudessem fazer o percurso sem estarem amontoadas como sardinhas em latas, mas a própria densidade do transporte público incentiva contato prolongado entre homens e mulheres o que propicia o crime pelos inescrupulosos.
    A cada vez que uma mulher se queixasse de assédio em uma delegacia, o executivo e o legislativo deveriam ser considerados co-participantes, já que favorecem por sua ineficácia de gerir os recursos públicos um transporte precário que é ambiente sujeito a prática do assédio.

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